- O MST mobilizou cerca de dez mil pessoas em quinze estados, com ações de defesa do meio ambiente e críticas ao agronegócio.
- Os sem-terra plantaram mais de cinco mil mudas e semearam cerca de trinta toneladas de sementes em diversos estados.
- A iniciativa faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, realizada de 1° a 7, durante a Semana Mundial do Meio Ambiente.
- Em São Paulo, o MST promoveu ato contra a instalação de um incinerador no bairro de Perus, ligado ao EcoParque Bandeirantes.
- O aterro Bandeirantes funcionou por 28 anos e, desde 2007, está na lista de Áreas Contaminadas em Processo de Remediação; o projeto prevê biodigestor, compostagem, biossecagem, triagem e geração de energia.
Nos últimos dias, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou cerca de 10 mil pessoas em 15 estados do país, promovendo ações de defesa do meio ambiente e críticas ao agronegócio. Em Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe, os participantes plantaram mais de 5 mil mudas e semearam cerca de 30 toneladas de sementes. A iniciativa integra a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, que ocorre de 1º a 7 de setembro, coincindo com a Semana Mundial do Meio Ambiente.
A jornada deste ano tem como lema combater o agronegócio para cuidar da natureza, consolidando a defesa da reforma agrária como ferramenta para ampliar os cuidados com o meio ambiente. O MST também denuncia o que classifica como crimes ambientais ligados a setores agro-hidro-minerários e aponta leis que, segundo o movimento, aceleram a destruição ambiental. O objetivo é ampliar o espaço de atuação para pautas de preservação e uso sustentável dos recursos naturais.
Incinerador em Perus, São Paulo
Neste sábado, 6 de setembro, houve ato contra a instalação de um incinerador no bairro de Perus, na zona noroeste de São Paulo. Além do MST, participaram moradores locais, ambientalistas e integrantes de outras organizações sociais.
O incinerador faz parte do EcoParque Bandeirantes, projeto da prefeitura de São Paulo para o antigo Aterro Bandeirantes, em parceria com empresa privada. O aterro funcionou por 28 anos e encerrou as operações em 2007; atualmente está na lista de Áreas Contaminadas em Processo de Remediação da CETESB.
O projeto também prevê um biodigestor, uma unidade de compostagem, uma unidade de biossegação e uma central de triagem de resíduos. A prefeitura afirma que a iniciativa busca melhorar a reciclagem, valorizar subprodutos, gerar energia com baixa emissão de gases de efeito estufa e reduzir o volume de resíduos enviados a aterros.
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