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Americano recebe prisão perpétua por homicídio com ajuda de babá brasileira

Americano recebe prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por homicídio da esposa, em plano com a babá brasileira para incriminar terceiro

Brendan Banfield foi preso pela polícia do condado de Fairfax em 2024
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  • O americano Brendan Banfield foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por matar a esposa, Christine Banfield, e outro homem, em um esquema envolvendo a babá brasileira Juliana Peres Magalhães.
  • Juliana Peres Magalhães, de 26 anos, se declarou culpada de homicídio culposo no caso de Ryan e cooperou com a promotoria em troca de uma pena reduzida.
  • O plano era atrair o homem chamado Joseph Ryan para a casa da família na Virgínia, criar uma situação para incriminá-lo pelo assassinato de Christine.
  • Banfield recebeu penas consecutivas por crime com arma de fogo e por colocar uma criança em situação de risco, envolvendo a filha pequena que estava na residência no momento dos crimes.
  • Juliana Magalhães recebeu a pena máxima de dez anos de prisão; familiares das vítimas fizeram declarações durante a audiência, destacando o impacto das perdas.

Brendan Banfield, americano, recebeu prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pela morte de Christine Banfield, sua esposa, e de um segundo homem. A sentença foi anunciada na sexta-feira (5). Juliana Peres Magalhães, babá brasileira, participou do esquema.

A promotoria afirmou que Banfield e a babá, que tinham um romance, atraíram Joseph Ryan para a casa da família em fevereiro de 2023 para incriminá-lo pelo assassinato. A acusação descreve um plano elaborado para encobrir o crime.

Banfield, 41 anos, e Peres Magalhães, 26, depuseram durante o julgamento. Banfield declarou que atirou em Ryan após encontrar o homem supostamente atacando Christine, mas negou ter articulado o plano.

A juíza Penney S. Azcarate determinou penas adicionais consecutivas para Banfield por crimes com arma de fogo e por colocar uma criança em perigo. A filha do casal estava na casa no momento dos homicídios, em Herndon, Virgínia.

Antes da leitura da sentença, Banfield pediu absolvição, afirmando que o caso tinha falhas. A defesa ressaltou que Christine era uma mãe dedicada e que Banfield não era responsável pela morte.

Familiares e amigos falaram ao júri, relembrando Christine como enfermeira dedicada, defensora de vítimas e amiga generosa. A irmã descreveu a perda como um vazio permanente.

Entre as testemunhas, uma amiga de Christine a descreveu como uma das pessoas mais gentis que já conheceu, sempre disposta a ajudar.

A promotoria ressaltou que Peres Magalhães concordou em depor contra Banfield, em troca de uma pena reduzida. Ela já havia se declarado culpada de homicídio culposo em relação a Ryan.

Durante o julgamento, Peres Magalhães relatou que Banfield criou um e-mail falso e uma conta em site de fetiches para atrair Ryan e incriminá-lo. O plano incluía enviar instruções para o encontro.

Segundo a versão apresentada, Ryan chegou à casa em 24 de fevereiro de 2023 e foi até o quarto onde houve o assassinato. Banfield atirou em Ryan e Juliana teria esfaqueado Christine.

A investigação encontrou evidências de manipulação após o crime, incluindo uma foto de Banfield e Juliana na cabeceira da cama, encontrada meses depois.

Banfield descreveu, ao depor, que retornou a casa após receber uma ligação de Juliana, alegando não haver plano de matar Christine. Ele afirmou ter se identificado como policial no local.

Os familiares de Christine destacaram o impacto da perda, com a irmã citando o peso emocional que persiste para a família. A promotoria destacou a gravidade do crime e o planejamento envolvido.

A decisão judicial manteve a reputação de Christine como profissional dedicada, sem que o tribunal tenha adicionado pronunciamentos além da sentença.

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