Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Análise aponta falhas da modernidade e da arrogância institucional

Passageirismo civilizacional: a aceleração da modernidade empurra a sociedade a viver sem finalidade clara, entre euforia e exaustão espiritual

A modernidade nos prometeu o trono de Deus e nos entregou o assento do parque de diversões. Pelo menos a vista é boa até o próximo loop. (Foto: Imagem criada utilizando Open AI/Gazeta do Povo)
0:00
Carregando...
0:00
  • O texto retoma a imagem de Nicolau Sevcenko sobre a modernidade, que deixou de ser estrada para virar montanha-russa desde a Revolução Industrial.
  • A modernidade clássica era vista como trajetória de aperfeiçoamento da razão, com ciência, técnica e política prometendo superar religião.
  • Segundo Sevcenko, esse horizonte foi substituído por um trilho fechado, com um loop em que o passageiro perde referências entre finalidade, instrumento, liberdade e progresso.
  • A técnica avança mais rápido que a cultura digere, a informação circula rápido e algoritmos, biotecnologia e inteligência artificial geram efeitos pouco compreendidos.
  • O resultado é o “passageirismo” civilizacional: a máquina acelera, a consciência fica estática e o sujeito moderno consome a adrenalina sem recuperar a direção.

O texto repercute a visão do historiador Nicolau Sevcenko, falecido professor de história contemporânea da USP. A análise é apresentada por Marcos Paulo Candeloro, que acompanhou o curso do pesquisador com atenção como ouvinte, oito meses antes do falecimento.

Segundo a reflexão, a história deixou de ser estrada para se tornar montanha-russa após a Revolução Industrial. O conceito, diz o texto, expõe uma condição civilizacional em que velocidade e tecnologia moldam o destino humano.

Na leitura, o brilho da modernidade clássica cede lugar a um trilho fechado. O passageiro percebe tarde demais o loop, momento em que gravidade, finalidade e instrumento se confundem. A lógica da aceleração domina o cotidiano.

A crítica aponta que a promessa iluminista de soberania racional não se cumpre. A técnica avança mais rápido que a cultura, a informação circula mais rápido que a compreensão e algoritmos multiplicam impactos, sem clareza de consequências.

Ao final, o autor explica um paradoxo: a modernidade oferece sensação de poder, mas pode gerar exaustão espiritual. Enquanto a máquina acelera, a consciência permanece em falso equilíbrio diante do trajeto sem possibilidade de pausa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais