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Mulher que fingia ser criança é acolhida com 200 marcas de agulhas

Mulher que fingia ser adolescente é presa por falsidade ideológica; já havia sido acolhida em Belo Horizonte com cerca de duzentas agulhas no corpo

Amanda Maria Souza de Oliveira se passava por uma adolescente de 14 anos quando foi acolhida pelo Projeto ComPaixão em 2017 - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
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  • Amanda Maria Souza de Oliveira, 37 anos, fingiu ser adolescente de 14 para ser acolhida pelo Projeto ComPaixão em Belo Horizonte e em outras cidades de Minas, começando em 2017.
  • Chegou ao abrigo com cerca de duzentas agulhas cravadas pelo corpo e foi encaminhada para atendimento no Hospital Odilon Behrens, onde a idade não foi questionada pelos profissionais.
  • Durante o acolhimento, apresentou comportamento infantilizado, usava roupas de personagens e falava como jovem; chegou a se referir aos responsáveis como “tias”.
  • Permanecera, de forma intermitente, no abrigo por cerca de dois anos, o que dificultou a identificação do verdadeiro nome e da idade.
  • Em Santa Catarina, Amanda foi presa por falsidade ideológica; a certidão de nascimento confirmou que ela tinha 31 anos na ocasião.

Amanda Maria Souza de Oliveira, 37 anos, foi presa por falsidade ideológica em Santa Catarina após ter se passado por adolescente em várias cidades de Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte, em 2017. Ela chegou a ser acolhida por uma casa de apoio do Projeto ComPaixão, segundo o relato de autoridades.

No início de 2017, Amanda chegou à capital mineira com cerca de 200 ferimentos por agulhas, segundo a diretora Delma Soares. Ela afirmava ser Karol, uma menor em situação de vulnerabilidade, vítima de abuso sexual em uma casa de prostituição.

Conforme o protocolo do ComPaixão, Amanda recebeu acolhimento, alimentação, roupas e um local para dormir. A história dizia que era adolescente de 14 anos, sem documentos, o que facilitou a permanência no abrigo.

Kim Amanda apresentava comportamento infantilizado, usando roupas com personagens e laços no cabelo. Ela chamava as responsáveis de tias e falava com tom de voz de jovem, o que confundiu equipe e moradores com a idade real.

A defesa de Delma aponta que a suspeita de irregularidade surgiu durante o período de Natal de 2018, quando Amanda ficou na casa de acolhimento durante as festividades. O comportamento mudou e houve relatos de agressão a objetos.

Em dezembro de 2018, ao retornar à casa, Amanda teria se mostrado mais adulta, o que levantou dúvidas. Pouco tempo depois, ela deixou o local e só retornou à tona quando uma certidão de nascimento comprovou que era uma mulher de 31 anos.

Segundo a diretora, parte da história de abuso contada pela suspeita pode ter sido real, o que explicaria o comportamento infantilizado. No entanto, Amanda foi apontada como responsável por múltiplas farsas e pelas falsas identidades.

Delma ressalta que o projeto já encaminhou a questão aos órgãos competentes, incluindo a promotoria e o Conselho Tutelar. Ela afirma ter cumprido os trâmites legais e manterá as contas da instituição abertas durante o processo.

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