- ONS acionou pela primeira vez, neste domingo 7 de junho de 2026, um plano emergencial para reduzir a geração de energia no país devido a sobra na rede.
- As medidas visam evitar desequilíbrios e começaram após o órgão identificar excedente de energia em datas de baixa demanda.
- A ação inclui reduzir recursos da geração centralizada sob a responsabilidade do ONS, como hidrelétricas, e também solicitar às distribuidoras que cortem geração em suas áreas.
- O plano, aprovado pela Aneel em novembro de 2025, prevê cortes até de pequenas usinas para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.
- A Abradee disse que as distribuidoras estão preparadas para cumprir o plano e pediu maior detalhamento dos procedimentos para garantir critérios claros na implementação.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou pela primeira vez, neste domingo (7 jun 2026), o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. A medida visa reduzir a geração em datas de baixa demanda para evitar desequilíbrios no país.
No sábado (6 jun), o ONS comunicou aos agentes do sistema que as medidas se aplicam a geração centralizada sob sua responsabilidade, como hidrelétricas. Também pediu às distribuidoras que diminuam a geração na sua área de concessão, já que o controle não alcança essas fontes.
O plano, aprovado pela Aneel em nov/2025, estabelece que distribuidoras criem um planejamento para cortar geração, inclusive de pequenas usinas, para atender a ordens do ONS em momentos de excedente.
A iniciativa busca evitar instabilidade do sistema em feriados, fins de semana e períodos de menor demanda, quando a indústria e o comércio operam abaixo da capacidade. Temperaturas mais amenas e maior participação da energia solar distribuída ajudam a gerar excedente.
A adoção do plano ocorre após eventos recentes, em que a geração de painéis solares chegou a atender quase 40% da demanda num dia de baixa demanda, aproximando o sistema de margens de segurança baixos e demonstrando a necessidade de ajustes rápidos.
A Abradee afirmou que as distribuidoras estão preparadas para executar o plano, ressaltando que a definição dos montantes é competência do ONS. A entidade pediu maior detalhamento dos procedimentos para evitar insegurança jurídica no setor.
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