- A Polícia Civil prendeu três homens em Samambaia Norte, suspeitos de furtar combustível direto de um oleoduto da Petrobras.
- Eles operavam a partir de uma oficina mecânica de fachada, que escondia um túnel de 2,5 metros de profundidade, 1 metro de largura e 5 metros de comprimento que acessava a tubulação.
- O trajeto do combustível era do oleoduto que liga Paulínia, em São Paulo, ao Distrito Federal, com uma mangueira de alta pressão levando o combustível para o interior do imóvel.
- A estimativa é de que entre 90 mil e 100 mil litros tenham sido desviados nesta semana, com autuações por furto qualificado, associação criminosa, crime ambiental e incolumidade pública.
- Um dos presos tinha antecedente pelo mesmo tipo de delito; apuram-se ligações com facções do crime organizado e a identificação de receptadores da carga.
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três homens suspeitos de furtar gasolina e óleo diesel diretamente de um oleoduto da Petrobras. O grupo foi detido em Samambaia Norte, em uma oficina mecânica que funcionava como fachada. A prisão ocorreu durante a investigação que apura o esquema.
Segundo apurado, os suspeitos alugaram há três meses um imóvel comercial às margens da rodovia DF-180. No local, cavaram um túnel com 2,5 metros de profundidade, 1 metro de largura e 5 metros de extensão para acessar a tubulação que transporta combustíveis de Paulínia (SP) para o Distrito Federal.
A polícia aponta que o desvio pode alcançar entre 90 mil e 100 mil litros de combustível apenas nesta semana. Os materiais foram desviados por meio de perfuração na tubulação, venda de uma válvula de controle e uso de mangueira de alta pressão para conduzi-los ao interior do imóvel.
A ação incide em furto qualificado, associação criminosa, crime ambiental e violação da incolumidade pública. O tráfego de combustível desviado seria feito pela rede de oleodutos da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras, em Ceilândia.
Um dos detidos possui antecedentes pelo mesmo tipo de delito. Investigadores também verificam possível ligação com facções criminosas e tentam identificar os receptadores da carga furtada.
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