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Sindicato aponta indícios de operação profissional em furto de combustível no DF

Sindicato aponta operação organizada em furto de cem mil litros de combustível no DF, com túnel e bombeamento, elevando riscos de explosão, desabastecimento e comércio clandestino

Os 100 mil litros furtados por meio de escavação e acesso à tubulação da Transpetro equivalem à carga de quatro caminhões-tanque - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
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  • A operação Estige da Polícia Civil, deflagrada na noite de 5 de junho de 2026, prendeu três suspeitos em Ceilândia, Distrito Federal, acusados de furto de combustível pela Transpetro.
  • A investigação aponta que os criminosos escavaram um túnel a partir de um imóvel alugado para acessar a tubulação subterrânea da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
  • Após perfurar o duto, o combustível era retirado com mangueiras de alta pressão, armazenado em galões e caixas d’água e transportado em caminhonetes.
  • O furto totalizou cerca de cem mil litros, suficiente para a equivalência a quatro caminhões-tanque.
  • O Sindicombustíveis-DF classificou o esquema como grave, sugerindo que o combustível possa ter ido para o mercado clandestino e destacando riscos de explosão, desabastecimento e impactos na distribuição.

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF) classificou como grave o furto de combustível descoberto pela Polícia Civil em Ceilândia, em um oleoduto da Transpetro, subsidiária da Petrobras. A entidade afirma que o esquema aponta para uma operação organizada e traz riscos à segurança da população, ao abastecimento e à cadeia de distribuição.

A estimativa inicial aponta que cerca de 100 mil litros de combustível foram furtados. A carga é equivalente a quatro caminhões-tanque, conforme a documentação da investigação. A operação ocorreu durante a noite, em local ainda sob coordenação da Polícia Civil.

A Polícia Civil informou que, na operação Estige, realizada na sexta-feira (5/6), foram presos três suspeitos: Antônio Marcos da Silva Seurinho, 43, José Marle de Queiroz Lucena Segundo, 43, e Paulo Batista de Oliveira, 36. Os acusados teriam aberto um túnel a partir de um imóvel alugado para acessar a tubulação subterrânea da Transpetro.

Segundo as apurações, os suspeitos frequentavam o local de duas a três vezes por semana, sempre no período noturno. Após perfurar o duto, eles retiravam o combustível com mangueiras de alta pressão, armazenavam em galões e caixas d’água e transportavam o material em caminhonetes.

Indícios de operação organizada

Para o Sindicombustíveis, a estrutura detectada indica planejamento e especialização. A entidade cita a escavação de túnel, o uso de bombeamento e a logística de armazenamento como sinais de uma atuação estruturada, compatível com crimes patrimoniais e receptação de combustíveis.

A organização credita a possibilidade de o produto ter sido destinado ao mercado clandestino, fora dos canais formais de distribuição. Assim, a substance pode permanecer sem controle fiscal ou regulatório, potencializando riscos de segurança e abastecimento.

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