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Arrasto da tainha atrai Luciano Hang; governo encerra temporada antes do prazo

Governo encerra antecipadamente a temporada de tainha no arrasto de praia, ante o risco de exceder cotas, com efeitos econômicos e culturais no litoral

Vídeo mostra Luciano Hang participando do tradicional arrasto da tainha em Bombinhas, no litoral de Santa Catarina. (Foto: Reprodução/Youtube Luciano Hang)
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  • O governo federal decretou o fim da captura de tainha na modalidade arrasto de praia para a temporada de 2026, com o encerramento definido após o comunicado publicado às 15h26 deste domingo (7).
  • Entre maio e julho, a safra no litoral de Santa Catarina alcançou cerca de 1,21 mil toneladas em arrasto de praia, somando mais de 4,6 mil toneladas em todas as modalidades, segundo o painel do Ministério da Pesca e Aquicultura.
  • A medida tem caráter preventivo, visando evitar exceder a cota da modalidade, que já atingiu 90% da autorização para a temporada, conforme Portaria Interministerial nº 51, de 27 de fevereiro de 2026.
  • Em Balneário Camboriú, a prefeita Juliana Pavan destacou a importância cultural e econômica da pesca da tainha e pediu ouvidos às comunidades pesqueiras, ressaltando que a prática envolve famílias e tradição local.
  • O empresário Luciano Hang, dono da Havan, participou de arrasto na praia de Bombinhas e criticou a decisão federal, afirmando que a proibição é sem precedentes e ataca uma tradição de mais de quatrocentos anos.

Entre maio e julho, pescadores artesanais se organizam para arrastar redes na areia do litoral de Santa Catarina, com a tainha como principal alvo. Nesta semana, o governo federal interrompeu a temporada de arrasto de praia. A decisão é válida para a captura da espécie Mugil liza na modalidade de arrasto de praia em 2026.

O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a medida é preventiva, para evitar excedentes da cota. O relatório aponta que 90% da cota autorizada já havia sido atingida. A publicação ocorreu às 15h26 do domingo, no site da pasta.

Até o fechamento desta edição, a safra de tainha em arrastos se aproximava de 1,21 mil toneladas, dentro de um total de 4,6 mil toneladas em todas as modalidades. A nova norma altera apenas o arrasto de praia, não as demais formas de pesca.

Medida e impactos

A pesca de arrasto de praia é tradicional em Santa Catarina, com redes lançadas ao mar e puxadas pela areia. Embaladas pelo fim do ciclo, as embarcações devem encerrar a captura em até 24 horas após a publicação da decisão.

A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, criticou a decisão federal e defendeu os pescadores locais. Ela ressaltou que a tainha envolve história, tradição e sustento de milhares de famílias, além de ser importante economicamente para a região.

Repercussões locais

A prática atrai figuras públicas; o empresário Luciano Hang participou de arrastos em Bombinhas. Em vídeos, ele celebrou a participação e defendeu a pesca artesanal como parte de uma tradição de mais de 400 anos, criticando a medida federal posteriormente.

Santa Catarina ampliou as cotas para 2026, autorizando 419 embarcações de arrasto de praia e um total liberado de 8.168 toneladas, com aumento de 20% em relação às safras anteriores. O estado atribuiu o ajuste a variações climáticas e a negociações anteriores.

Panorama da temporada

Frio constante nos últimos meses contribuiu para manter cardumes próximos à costa, elevando a captação potencial. A Federação dos Pescadores de Santa Catarina aponta expectativa de safras expressivas, apesar da interrupção recente.

Mesmo com o fim da captura de arrasto de praia, o monitoramento continuará para orientar as decisões de pesca artesanais e manter a tradição cultural associada ao litoral catarinense. As demais modalidades de pesca seguem sob regras específicas.

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