- Organizações OneKind e League Against Cruel Sport Scotland pedem iniciar diálogo para eliminar gradualmente a caça aos guga, realizada anualmente na ilha Ness, nas Hébridas, há pelo menos quatrocentos anos.
- O relatório conjunto afirma que a prática tem licença protegida pela Wildlife and Countryside Act de 1981 e questiona técnicas usadas, apontando impactos no bem-estar animal e em outras aves marinhas na região.
- A licença da NatureScot está em definição para este ano, com a quota anterior de quinhentos, e a caça ocorre em Sula Sgeir, ilha desabitada a quarenta milhas ao norte de Lewis, com caçadores acampando por até duas semanas.
- O método envolve capturar filhotes de gaivetas nos ninhos com laço, desmaiar e decapitar, com as carcaças preparadas e secadas para venda internacional.
- Reações: Rob Pownall, do Protect the Wild, participou de campanhas públicas; Brian Cox narrou um filme gráfico; Robby Marsland afirma que táticas podem ter fortalecido o apoio à caça; NatureScot pretende realizar novo estudo populacional e avaliação de bem-estar.
O chamado de organizações de bem-estar animal para cessar gradualmente a caça aos filhotes de gannet, conhecidos como guga, ganhou força. A prática ocorre anualmente em Sula Sgeir, ilha desabitada a 64 km ao norte de Lewis, na Escócia. A caça é protegida pela lei desde 1981 por raízes históricas.
Grupos OneKind e League Against Cruel Sports Scotland defendem o encerramento gradual da caça após diálogo com os moradores de Hebrides, que a encaram como tradição cultural e colheita de alimento. Eles criticam campanhas de ativismo que tentam elevar o tema a uma agenda política.
A atuação de ativistas incluiu ocupação de 60 horas no teto da NatureScot, órgão que licencia a caça, e ações de campanha para concorrer a assento no parlamento. Eles afirmam que a prática causa sofrimento aos filhotes, questionando suas bases legais e éticas.
NatureScot prepara uma nova licença para este ano, sujeita a revisão de impactos. Em 2025, o contingente de caça ficou em 500 guga, reduzindo o total de cerca de 2 mil animais abatidos no pico. A fiscalização busca assegurar a estabilidade da população de gannet.
A comunidade de Lewis enfatiza que a atividade é parte de um ecossistema local e de subsistência. Spokespersons dos caçadores afirmam que o abate é rápido e não representa crueldade, sendo uma responsabilidade ligada à alimentação da região.
Ações e posição de organizações
Um relatório conjunto de OneKind e League Against Cruel Sport Scotland contesta a atual regulamentação, alegando falhas de supervisão e falta de avaliação independente de bem-estar animal. O documento aponta impactos sobre aves de rapina que habitam a área.
NatureScot afirma que realizará um novo levantamento populacional para verificar a viabilidade da população de gannets. A avaliação da licença de 2026 deverá considerar evidências científicas atualizadas, conforme o órgão.
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