- Conpresp aprovou a reforma da Serraria do Parque do Ibirapuera para uso comercial pela concessionária Urbia, incluindo instalação de academia.
- A decisão foi tomada por cinco votos a três, em reunião realizada no dia oito de maio, com integrantes do conselho gestor e associações prometendo recurso na Justiça.
- O projeto prevê estruturas removíveis, paredes de vidro e madeira, e a criação de um mezanino para abrigar a academia; reformas totalizam cerca de R$ 35 milhões, incluindo o restauro da Praça Burle Marx.
- A Serraria e a praça são tombadas nos níveis municipal, estadual e federal; atualmente o espaço recebe atividades gratuitas como ioga, meditação, tai chi chuan e exercícios físicos.
- A Urbia afirmou que o uso comercial foi aprovado em dois mil e vinte e dois por órgãos de preservação e que a proposta mantém características arquitetônicas, ampliando serviços ao visitante; houve protestos durante a sessão e mobilização online contra o projeto.
O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio de São Paulo (Conpresp) aprovou a reforma da Serraria do Parque do Ibirapuera para uso comercial, incluindo uma academia. A decisão ocorreu nesta segunda-feira, 8, com 5 votos a favor e 3 contrários. A concessionária Urbia lidera o projeto.
A intervenção prevê restauração da praça Burle Marx e a instalação de estruturas removíveis para minimizar impactos no bem tombado. O edifício, hoje um galpão retangular, ganhará um mezanino e paredes de vidro e madeira. O orçamento total é de cerca de R$ 35 milhões.
A proposta inclui manter as características arquitetônicas e paisagísticas, ampliar serviços ao visitante e reforçar a zeladoria. A reforma envolve a construção de uma laje para o piso superior e a criação de espaços para crossfit e musculação.
A Serraria já funciona de forma gratuita para atividades como ioga, meditação e tai chi chuan. Segundo a Urbia, o uso comercial foi aprovado anteriormente, em 2022, pelos órgãos de proteção do patrimônio: Iphan, Condephaat e Conpresp. A concessionária afirma manter o tombamento e qualificar a experiência do público.
Protesto e recursos
Durante a sessão, entidades da sociedade civil exibiram faixa com o lema parque público não é shopping. Houve mobilização pelas redes e coleta de assinaturas contra as intervenções. O/a conselheiro(a) Eliane Pimenta disse que houve falta de oportunidade de manifestação para os representantes civis.
Ela afirmou que há prazo de 15 dias para recurso e, se o projeto permanecer, a avaliação poderá seguir à Justiça. A conselheira também lembrou o histórico de decisões do Conpresp, citando o recente episódio de destombamento enfrentado pela Escola Panamericana, em Higienópolis.
Contexto de decisões anteriores
Na sessão de 18 de maio, o Conpresp manteve o tombamento da Escola Panamericana, rejeitando recurso de Keeva Participações, proprietária do imóvel. O edifício, obra de Siegbert Zanettini, é considerado marco da arquitetura pós-moderna paulistana.
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