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Idosos sobem no Brasil; oferta de residências seniores enfrenta desafios

Aumento da população idosa eleva demanda por residências seniores, com oferta pública insuficiente e risco de abandono, exigindo regulação e fiscalização.

A figura do gerontólogo é fundamental para a gestão de uma Ilpi – Foto: Mircea Iancu / Pixabay
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  • O Censo de 2022 do IBGE mostra que 10,9% da população tem 65 anos ou mais.
  • Ilpis (Instituições de Longa Permanência para Idosos) acolhem pessoas com mais de 60 anos que perderam autonomia.
  • Abandono é uma das preocupações, e as visitas da família são consideradas essenciais para manter o cuidado.
  • A RDC 502/2021 define as Ilpis como serviços sociais, com maioria contando com profissionais de saúde, como enfermeiros ou médicos, e com acesso à rede do SUS.
  • A oferta de residências seniores cresce diante do envelhecimento, mas há carência de vagas públicas e convênios, com participação crescente de instituições privadas; o voluntariado ainda é insuficiente.

A população brasileira de idosos cresce, e o país enfrenta dificuldades na oferta de serviços de longa duração. Especialistas apontam que a demanda por residências para idosos, particularmente ILPI, supera a capacidade pública de atendimento.

As Instituições de Longa Permanência para Idosos, também chamadas de residenciais seniores, existem para acolher pessoas com mais de 60 anos que precisam de cuidados e de alimentação adequada. O objetivo é assegurar suporte contínuo aos residentes.

Segundo a USP, as ILPIs acolhem idosos que perderam autonomia ou parte dela, oferecendo estrutura e assistência diariamente. A frase-chave é oferecer condições de vida compatíveis com as necessidades de cada pessoa.

Não abandono e visitas contínuas são preocupações centrais. O cuidado permanece sob responsabilidade da família, que pode manter visitas para assegurar a continuidade do cuidado. A ausência de visitas pode configurar abandono, segundo especialistas.

Dados do IBGE indicam que 10,9% da população tem 65 anos ou mais. Pesquisadores destacam que o sistema de acolhimento está insuficiente diante do envelhecimento acelerado, com filas em ILPIs públicas e privadas.

A expansão das ILPIs está ligada à oferta de residências fora do setor filantrópico. Economias com maior participação de unidades privadas mostra que o mercado responde à demanda, ainda que seja necessária regulação para manter qualidade e autonomia.

A regulação é feita pela Anvisa, por meio da RDC 502/2021, que classifica ILPIs como serviços sociais e estabelece padrões de acessibilidade, áreas de convivência e protocolos de saúde. Entidades locais também podem inspecionar.

Na prática, muitas ILPIs contam com equipes multidisciplinares, incluindo enfermeiros, médicos e gerontólogos. A atuação de voluntários também é relevante, porém ainda insuficiente para atender a demanda.

A linguagem cotidiana sobre idosos pode levar à infantilização. Profissionais enfatizam que pessoas com mais de 60 anos são indivíduos com trajetórias e experiência valiosas, e não apenas uma etapa de dependência.

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