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Morre o cineasta Orlando Senna, codiretor de Iracema, aos 86 anos

Cineasta e ex‑Secretário do Audiovisual, Orlando Senna morre aos 86, deixando legado em Iracema e na gestão cultural do Brasil

Orlando Senna, cineasta e ex-Secretário do Audiovisual, morreu aos 86 anos
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  • O cineasta Orlando Senna morreu aos 86 anos na terça-feira, 9, segundo confirmação da sobrinha Indra Rocha.
  • Senna codirigiu Iracema – Uma Transa Amazônica (1975), ao lado de Jorge Bodanzky, referência do cinema nacional.
  • Entre outros trabalhos, dirigiu Gitirana (1976), Diamante Bruto (1977) e escreveu roteiros para nomes como Hector Babenco e Ruy Guerra; seu último filme foi Longe do Paraíso (2020).
  • Atuou na gestão cultural brasileira, ocupando cargos como subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro (2002) e secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura.
  • Em 2007–2008, foi diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação e contribuiu para o desenvolvimento da TV Brasil; a Bahia destacou a importância de sua atuação na cultura nacional.

Orlando Senna, cineasta baiano e codiretor de Iracema – Uma Transa Amazônica (1975), morreu aos 86 anos nesta terça-feira, 9. A informação foi confirmada pela sobrinha Indra Rocha e divulgada nas redes do artista. A causa da morte não foi informado.

Natural de Lençóis, na Chapada Diamantina, Senna iniciou no audiovisual como assistente de Roberto Pires em Tocaia no Asfalto (1962) e estreou como diretor de longas com A Construção da Morte (1969). Sua obra ajudou a moldar o cinema nacional.

Trajetória cinematográfica

Senna codirigiu Iracema ao lado de Jorge Bodanzky, obra que se tornou referência do cinema brasileiro. Entre seus outros filmes estão Gitirana (1976) e Diamante Bruto (1977). Também escreveu roteiros para Héctor Babenco, Geraldo Sarno e Ruy Guerra.

Seu último filme, Longe do Paraíso (2020), contou com roteiro inspirado em José Saramago e levou mais de duas décadas para ser lançado. Além da direção, o cineasta atuou como roteirista de diversas produções.

Atuação na gestão cultural

Além da produção, Senna teve papel relevante na gestão cultural. Em 2002 atuou como subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro. No ano seguinte, transferiu-se para a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.

Entre 2007 e 2008, ocupou a direção-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e participou do desenvolvimento da TV Brasil. A imprensa e a Secretaria de Cultura da Bahia registraram o pesar pela perda.

Legado e reconhecimento

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia destacou que Senna deixou marcas na cultura brasileira por meio de suas obras e pelo incentivo a novos profissionais do audiovisual. O pensamento e a dedicação do cineasta são lembrados pela comunidade cultural.

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