- A operação Infiltrados, do Gaeco, mira prender um policial civil suspeito de ajudar no plano do PCC para matar um promotor em Campinas; foram cumpridos três mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Campinas e Cardoso.
- Todos os alvos foram presos, incluindo um estagiário do Ministério Público; a defesa não foi localizada.
- A ação é desdobramento da Pronta Resposta, que em agosto do ano passado prendeu dois empresários suspeitos de coordenar o crime contra o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco de Campinas.
- A investigação aponta que a ordem de execução teria partido de Sergio Luiz de Freitas, o Mijão, da Sintonia Final do PCC; a defesa dele não foi localizada.
- Também há apuração sobre encontro entre o chefe dos investigadores da DISE de Campinas e um dos empresários presos, com possível objetivo de obter informações sensíveis sobre o promotor; parte da conversa foi filmada.
- Em outro eixo, o Gaeco identificou extorsão a um traficante ligado ao PCC, com cobrança de cerca de R$ 500 mil, supostamente praticada por um estagiário do MP, com apoio de outros agentes públicos; as investigações continuam para esclarecer repasses e contatos.
A Gaeco, braço do Ministério Público de São Paulo, deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Infiltrados. O objetivo é prender um policial civil suspeito de ajudar em um plano do PCC para matar um promotor de Justiça em Campinas. Foram cumpridos 3 mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão, em Campinas e Cardoso. A defesa dos investigados não foi localizada.
Operação Infiltrados: desdobramentos do caso do promotor
A ação é um desdobramento de operações anteriores, como a Pronta Resposta, que em agosto do ano passado prendeu dois empresários sob suspeita de coordenar o atentado contra Amauri Silveira Filho, promotor do Gaeco em Campinas. Naquela ocasião, a ordem de execução tería partido de Sergio Luiz de Freitas, o Mijão, ligado à Sintonia Final do PCC.
O alvo principal desta terça é o chefe dos investigadores da DISE de Campinas. A identidade dele ainda não foi confirmada pela reportagem, mas ele é apontado como participante de reuniões com um dos empresários presos em 2023, dias antes de vir a ser alvo do Gaeco. Parte da conversa foi gravada pela investigação.
Extorsão ligada ao caso envolve estagiário do MP-SP
Outra linha de apuração envolve um traficante ligado ao PCC, em Campinas, que estaria sendo extorquido por alguém que usaria informações privilegiadas. A soma pedida seria de R$ 500 mil. A promotoria afirma que o responsável direto seria um estagiário do MP, que teria se infiltrado em uma promotoria de Campinas para fins criminosos. A identidade não foi divulgada.
Conforme as apurações, o estagiário teria acessado bancos de dados e, com apoio de outros agentes públicos, identificado criminosos de alto poder econômico para exigir pagamento em troca de proteção. Entre os investigados estariam ainda um policial penal e um ex-policial civil, afastado da Polícia Civil por prática de extorsão mediante sequestro. As investigações seguem para esclarecer eventuais transferências.
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