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50 mil participam do London Gallery Weekend galeristas contestam declínio da cidade

Cinquenta mil pessoas visitaram o London Gallery Weekend, diante de cortes na Pace Gallery que sinalizam ajuste no mercado londrino de arte

The London skyline.
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  • No Mayfair, Thaddaeus Ropac abriu a edição de 2026 do London Gallery Weekend (LGW) com painel sobre o cenário de galerias contemporâneas em mudança.
  • A imprensa destacou que Pace Gallery planeja reduzir operações em Londres após demitir 50 funcionários e cortar 50 artistas, conforme reportado pelo Financial Times.
  • No contexto econômico do Reino Unido, a narrativa do declínio de Londres persiste, apesar de iniciativas como LGW, que reúne centenas de galerias.
  • Este ano, LGW contou com 120 galerias participantes na cidade, incluindo nove estreantes, e mais de oitenta eventos públicos gratuitos.
  • A equipe de divulgação, liderada por Sarah Rustin e Jeremy Epstein, enfatizou que LGW busca ampliar o fluxo de visitantes pela cidade, conectando bairros além de Mayfair.

The London Gallery Weekend atraiu cerca de 50 mil visitantes ao longo de um fim de semana, segundo organizadores. O evento ocorre em Londres, com foco em galerias da cidade e atividades abertas ao público, incluindo talks, workshops e lançamentos de obras.

Na edição 2026, o evento teve como pano de fundo notícias de cortes na Pace Gallery, incluindo demissões e redução de artistas. A imprensa também aponta planos de reduzir operações da empresa na capital britânica. O cenário econômico britânico permanece instável, com mudanças fiscais e relutância de colecionadores diante de incertezas.

A LGW é organizada por Sarah Ropac e Jeremy Epstein, que já promovem o circuito desde 2021. Este ano, 120 galerias participaram, entre elas nove estreantes, além de espaços ampliados. Mais de 80 atividades públicas foram realizadas, conectando museus, curadores e figuras da cena.

O objetivo é ampliar o fluxo de visitantes para áreas além de Mayfair, onde a maioria das galerias contemporâneas está concentrada. A iniciativa também visa fortalecer a relação entre galerias e colecionadores, estimulando a visita a bairros como West End, Shoreditch e Paddington.

Entre os participantes, destacam-se redes de galerias que criaram fluxos de participação com custos compartilhados. A organização estabeleceu uma faixa de tarifas de participação, com taxas menores para espaços menores e contribuições voluntárias para um fundo comum de custeio.

Ganhou espaço a atuação de curadores e personalidades ligadas à cultura, que percorreram as galerias em rotas guiadas. A LGW ressaltou a importância de manter o diálogo entre o setor privado, instituições públicas e colecionadores para manter a visibilidade da cena londrina.

Alguns participantes destacaram que, embora o fim de semana seja um polo de visibilidade, a dinâmica do mercado permanece desafiadora. Observou-se que compradores tendem a buscar nomes consolidados, com impacto direto nas estratégias de programação e nas apostas em artistas emergentes.

Timothy Taylor, galerista com atuação há 30 anos em Mayfair, integrou a programação abrindo uma mostra de Jiab Prachakul. O organizador ressaltou o papel da LGW em promover oportunidades de engajamento com novos públicos e audiências mais amplas.

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