- A Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes da fórmula infantil para 1ª e 2ª infância da marca Essentia Pharma, fabricada pela HKM Farmácia de Manipulação Ltda.
- O produto é apresentado como fórmula infantil para lactentes e crianças na primeira infância, mas não tem regularização sanitária adequada.
- A Anvisa aponta que o rótulo, informações nutricionais, instruções de preparo e alegações podem levar o consumidor a acreditar que se trata de uma fórmula autorizada, sem comprovação de segurança e qualidade.
- Além do recolhimento, ficou determinada a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do produto.
- Em março, a HKM já havia sido alvo de fiscalização da Anvisa e da Vigilância Sanitária de Santa Catarina, em Palhoça, por irregularidades consideradas graves, incluindo operação sem prescrição médica e falhas nos processos de esterilização.
A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (8), o recolhimento de todos os lotes da fórmula infantil para 1ª e 2ª infância da marca Essentia Pharma, fabricada pela HKM Farmácia de Manipulação Ltda. O produto era apresentado como fórmula para lactentes e crianças na primeira infância, mas não possuía regularização sanitária adequada.
A agência aponta que o rótulo, as informações nutricionais, as instruções de preparo e as alegações do produto podem induzir o consumidor a acreditar que se trata de fórmula infantil autorizada. Não há comprovação de atendimento aos requisitos de segurança, estabilidade, qualidade microbiológica e valor nutricional.
A medida envolve ainda a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do produto. Lactentes e crianças pequenas ficam expostos a potenciais riscos à saúde por falta de autorização e controle regulatório.
Histórico de atuação da HKM Farmácia de Manipulação
Em março deste ano, a Anvisa, em parceria com a Vigilância Sanitária de Santa Catarina, identificou irregularidades na farmácia, localizada em Palhoça (SC). A operação encontrou falhas nos processos de esterilização e funcionamento sem prescrição médica adequada.
Foram apreendidas cerca de 1,4 milhão de unidades de medicamentos injetáveis pré-produzidos, sem receita, aguardando uso. A situação chocou autoridades sanitárias, que reiteraram a necessidade de prescrição específica, prévia e individualizada para produção em farmácias de manipulação.
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