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Disputa por desenhos de Tarsila expõe limites da autenticação de arte

Disputa entre herdeiros de Tarsila do Amaral sobre 16 desenhos expõe divergência de autoria e impasse no Catálogo Raisonné, com possível judicialização

Exposição no Masp, em 2019, reuniu as principais obras de Tarsila do Amaral e foi sucesso de público
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  • Herdeiros de Tarsila do Amaral divergem sobre a autenticação de dezesseis desenhos atribuídos à artista.
  • Um grupo defende que novas obras só podem pertencer a Tarsila se o parecer do Catálogo Raisonné for unânime; o outro avaliza parecer de um perito contratado pela TALE com técnicas mais atuais.
  • A discordância entre familiares pode levar o tema à Justiça, com possibilidade de perícia técnica oficial.
  • Casos históricos no mundo da arte ilustram esse embate, como o quadro Salvator Mundi (Leonardo da Vinci) e as discussões sobre Modigliani, que envolvem métodos forenses e análises diversas.
  • Quando não há acordo, a solução pode ser uma nova perícia judicial, como já ocorreu em procesos envolvendo obras de Volpi, que chegaram a instâncias superiores.

Herdeiros e sobrinhos-netos de Tarsila do Amaral divergem sobre a autenticidade de um conjunto de 16 desenhos atribuídos à artista. O impasse envolve a possibilidade de eles integrarem o Catálogo Raisonné da pintora, usado como referência de autoria.

Do lado que defende a inclusão, está a TALE, empresa responsável pela gestão dos direitos da artista. Do outro, há herdeiros que insistem na necessidade de consenso unânime do colegiado que cuida do catálogo para reconhecer as obras como de Tarsila.

A discussão ganhou contornos jurídicos e envolve pareceres de peritos. Um deles, contratado pela TALE, sustenta técnicas mais atuais de comprovação de autoria, diferente do critério colegiado. Ainda não houve decisão final.

Especialistas consultados pelo Estadão ressaltam que o Catálogo Raisonné é forte indício de autoria, mas não substitui perícia definitiva. O debate envolve disputas entre familiares, comum em casos de obras dispute entre herdeiros.

Na prática, casos semelhantes costumam caminhar para a Justiça quando não há acordo. A judicialização pode levar a perícias oficiais e decisões que se arrastam por anos, com impactos para o mercado de arte e direitos de reprodução.

Como referência histórica, o mercado já viu disputas de autenticidade envolvendo outras obras de grande gravidade, como o caso de Salvator Mundi, atribuído a Leonardo da Vinci, e de Volpi, com trâmites legais longos.

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