- A Justiça decretou a prisão preventiva de duas pessoas ligadas a um esquema envolvendo carros-fortes usados pelo PCC.
- Os veículos seriam usados para transportar drogas, dinheiro ilícito e armas, em operação que envolveu uma transportadora de valores.
- Um carro-forte foi visto no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, mesmo a sede da empresa sendo em Arujá, na Grande São Paulo; houve também um esconderijo subterrâneo com 300 quilos de haxixe.
- A investigação aponta que o PCC se infiltrou em um setor fiscalizado pela Polícia Federal, o transporte de valores, e que os carros eram usados para movimentar recursos de atividades criminosas; uma viagem identificada teve mais de 2.700 quilômetros entre Marabá e a sede da empresa.
- A defesa afirmou que a empresa não tem envolvimento com atividades criminosas.
O Ministério da Justiça decretou a prisão preventiva de dois investigados no esquema envolvendo carros-fortes usados pelo PCC para transportar drogas, dinheiro ilícito e armas. A operação aponta que a prática ocorria há meses e envolve uma transportadora de valores com atuação no estado de São Paulo.
Investigadores monitoraram a empresa por dois meses. Um dos carros-fortes foi visto estacionado à noite no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, embora a sede da transportadora fique em Arujá, na Grande São Paulo. Durante a operação, militares localizaram um esconderijo subterrâneo com 300 quilos de haxixe.
A estrutura da empresa inclui veículos blindados, armamento pesado e coletes à prova de bala, embora câmeras de segurança estivessem故 desativadas. A Polícia Federal sustenta que o PCC se infiltrou em um setor fiscalizado com rigidez, o transporte de valores, para movimentar recursos de atividades criminosas.
Prisões e evidências
Em uma das viagens identificadas, um veículo percorreu mais de 2.700 quilômetros entre Marabá, no Pará, e a sede da transportadora. A investigação aponta que o proprietário da empresa realizava depósitos fracionados em dinheiro vivo para ocultar a origem e o destino dos valores, que seriam destinados a diferentes interesses criminosos.
Segundo o delegado responsável, a empresa existe há muitos anos, mas foi adquirida recentemente pelos indiciados. A defesa afirma que a empresa não tem envolvimento com atividades criminosas e que a operação envolve pessoas específicas, não a instituição como um todo.
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