- A Polícia Militar de São Paulo declarou a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, Gisele Alves Santana, conforme despacho publicado no Diário Oficial do Estado.
- A medida oficializa a transferência para a reserva da PM, com o militar passando a receber salário pela SPPrev (São Paulo Previdência).
- Desde a prisão dele, em dezoito de março, os pagamentos estão suspensos pela Polícia Militar; a passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar.
- A interrupção dos vencimentos previdenciários depende de decisão judicial definitiva; mesmo com a aposentadoria decretada, ele pode permanecer recebendo salário do governo estadual, estimado em torno de R$ 20 mil.
- A defesa informou que foi confirmado oficialmente o direito adquirido do tenente-coronel; o caso envolve femicídio qualificado e fraude processual, relacionado ao suposto óbito ocorrido em fevereiro.
A Polícia Militar de São Paulo decretou hoje a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O ato, publicado no Diário Oficial do Estado, transfere Neto para a reserva da PM. A decisão foi assinada pelo Coronel Antonio Thomazelli Junior, atual diretor de Inatividade e Pensão Militar.
A medida formaliza a transferência para a reserva, com o militar já passando a receber salário pela SPPrev. Os pagamentos estão suspensos desde a prisão de Neto, em 18 de março. A SSP afirma que a passagem para a reserva não representa desistência ou extinção de responsabilização penal ou disciplinar.
A interrupção dos vencimentos previdenciários depende de decisão judicial definitiva. Mesmo com a aposentadoria decretada, o oficial continua recebendo o salário estatal, que pode ficar próximo de R$ 20 mil, conforme critérios de proporcionalidade.
A defesa do tenente-coronel informou que houve reconhecimento do direito adquirido do oficial. A mensagem foi repassada à imprensa, reforçando a continuidade de estudos sobre o caso. O aspecto financeiro se mantém sob análise judicial.
Contexto do caso
Gisele Alves Santana, 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente registrado como suicídio, o caso evoluiu para investigação por femicídio qualificado e fraude processual.
O inquérito sobre a morte da soldado está em andamento. A Justiça ainda não proferiu decisão definitiva sobre o processo penal envolvendo Neto. A apuração continua para apurar as circunstâncias do ocorrido.
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