- A Polícia Civil desarticulou um imóvel na região da Cachoeirinha, zona norte de São Paulo, usado como centro de receptação de celulares roubados, durante a Operação Contrafeixe, que cumpriu dezenove mandados de busca e apreensão.
- Um dos cômodos tinha isolamento eletromagnético e bloqueadores de sinal para dificultar a ação policial.
- Ao menos um suspeito foi preso; outras oito pessoas são investigadas pelo esquema.
- O valor estimado das apreensões pode chegar a R$ cincocentas mil, com cento e oitenta e dois celulares, quarenta e uma alianças e R$ 115 mil em espécie encontrados, além de outras joias.
- A investigação aponta o uso de equipamentos conhecidos como jammers para derrubar sinais de internet e telefonia, impedindo rastreamento e comunicações, associando o local a gangues de “quebra-vidro” que roubam celulares de motoristas e passageiros.
Nessa quarta-feira, 10, a Polícia Civil desarticulou um imóvel na zona norte de São Paulo que funcionava como centro de receptação de celulares roubados. A ação, batizada Operação Contrafeixe, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão na capital; ao menos um suspeito foi preso e outras oito pessoas são investigadas.
Segundo a investigação, o local contava com um ambiente isolado para dificultar a atuação policial, incluindo gaiolas de Faraday e bloqueadores de sinal. A estrutura apontada como base de uma organização criminosa armazenava, tratava e manipulava aparelhos antes de revendê-los ou utilizá-los em fraudes.
O imóvel foi identificado na Rua Joaquim Afonso de Souza, na região Cachoeirinha. A polícia estima que o valor das apreensões possa chegar a 500 mil reais, com 182 celulares, 41 alianças e 115 mil reais em espécie encontrados até o momento. Além dos celulares, outros tipos de joias também foram localizados.
Detalhes da operação e dinâmica do esquema
A investigação aponta que criminosos utilizavam equipamentos conhecidos como jammers para derrubar sinais de internet e telefonia, a fim de impedir rastreamento e comunicações externas. O grupo atuava no que a polícia classifica como parte de gangues de “quebra-vidro”, especializadas em abordagem a motoristas e passageiros.
Os aparelhos roubados eram encaminhados a redes de receptação, responsáveis pela triagem, venda no mercado clandestino ou uso dos dados armazenados. As apurações, ainda em curso, devem trazer novos desdobramentos sobre a atuação da organização.
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