- Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Contrafeixe, com 19 mandados, para desarticular uma rede de receptação de celulares roubados; imóvel em SP armazenava 182 aparelhos e 42 alianças.
- No local foram apreendidos quatro bloqueadores de sinal (jammers) que dificultavam o rastreamento dos dispositivos e chegaram a afetar a internet de todo o prédio.
- A estrutura criminosa recebia, catalogava e comercializava celulares, além de alianças e outros objetos, com atuação ligada ao modus operandi conhecido como “quebra-vidro”.
- Uma peça-chave da operação resultou na prisão de uma pessoa; oito investigados seguem sob apuração. A estimativa de valores dos itens apreendidos fica entre 400 mil e 500 mil reais.
- Investigações apontam que a organização movimentava milhões de reais por mês e atuava como ponto de escoamento de produtos roubados; diligências continuam para identificar mais envolvidos e ampliar o mapeamento da rede.
Durante a Operação Contrafeixe, a Polícia Civil de São Paulo localizou um apartamento na capital que funcionava como uma central de receptação de celulares roubados. O imóvel abrigava 182 aparelhos e 42 alianças supostamente oriundos de furtos. Quatro bloqueadores de sinal, conhecidos como jamers, também foram apreendidos no local para dificultar o rastreamento.
Os policiais do Deic cumpriram 19 mandados de busca e apreensão contra suspeitos ligados a uma rede que recebe, classifica e comercializa celulares roubados na cidade. O grupo teria prática associada ao crime conhecido como quebra-vidro, que envolve o arrombamento de veículos para subtrair objetos.
A operação resultou na prisão de uma pessoa, enquanto outras oito seguem sob investigação. Segundo os agentes, a estrutura movimentaria milhões de reais por mês, atuando como um importante entreposto de produtos roubados. O valor estimado dos itens apreendidos fica entre 400 mil e 500 mil reais.
Desdobramentos e circulação de mercadorias
Celulares desbloqueados no esquema tinham maior valor no mercado clandestino, pois permitiam acesso a apps bancários e financeiros das vítimas, facilitando fraudes. Dispositivos bloqueados eram revendidos para aproveitamento de peças ou encaminhamento a outros mercados.
A investigação aponta que, além de celulares, a organização recebia diversos objetos roubados nas ruas, incluindo alianças e outros pertences de vítimas de assaltos. Uma loja física suspeita de desmontagem e venda de peças também foi alvo de buscas.
Objetivos da operação
De acordo com o Deic, a ação integra uma estratégia para enfraquecer a cadeia econômica que sustenta roubos e furtos de celulares na capital. Diligências seguem para identificar outros envolvidos e ampliar o mapeamento da rede de receptação.
Os investigados podem responder por associação criminosa, roubo, furto, receptação e furto mediante fraude eletrônica.
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