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Prefeitura de SP indefere 68 projetos de teatro após divulgação de resultados

Prefeitura de São Paulo indefere 68 projetos do Programa Municipal de Fomento ao Teatro após divulgação de resultados, com irregularidades formais identificadas

Cena da peça 'Elã', da diretora Isabel Teixeira
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  • A prefeitura de São Paulo indeferiu sessenta e oito projetos do Programa Municipal de Fomento ao Teatro após a divulgação do resultado pela comissão julgadora; onze dos catorze projetos já selecionados e outros cinquenta e sete participantes foram considerados irregulares.
  • A decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira, 10 de junho.
  • As irregularidades apontadas foram formais, como ausência de assinaturas e de documentos obrigatórios; houve controvérsia sobre o uso de assinaturas digitais rastreáveis exigidas pela prefeitura.
  • A Secretaria Municipal de Cultura informou que os projetos indeferidos terão cinco dias para entregar a documentação pendente, mantendo o edital que exige assinatura juridicamente válida.
  • A prefeitura afirmou que os recursos do programa permanecem assegurados e que o processo seguirá com reclassificação conforme a ordem de pontuação; o episódio gerou críticas de representantes de coletivos teatrais, que veem o anúncio como mudança de resultado já divulgado.

A Prefeitura de São Paulo indeferiu 68 projetos inscritos na 46ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro, após a divulgação dos resultados pela comissão julgadora. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quarta-feira. Onze dos 14 projetos selecionados e 57 que participavam foram considerados irregulares.

Grupos de teatro da capital cobraram o município por atrasos no edital, em meio a críticas de que o processo está atrasado há cerca de um ano. Representantes dos coletivos afirmaram que a decisão afeta 68 companhias e destacaram que, pela primeira vez, projetos já avaliados pela banca tiveram indeferimento após decisão administrativa da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Segundo o comunicado oficial, as candidaturas apresentaram irregularidades formais, como a ausência de assinaturas e de documentos obrigatórios. A Secretaria informou que os projetos indeferidos têm prazo de cinco dias para regularizar a documentação pendente.

A Secretaria sustenta que o edital sempre exigiu assinatura juridicamente válida, requisito que permanece. O órgão afirmou ainda que o processo continuará, com a reclassificação de projetos conforme a pontuação do edital e com os recursos destinados ao programa mantidos.

O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo critica a mudança de entendimento. O presidente do Sated-SP afirmou que a decisão altera o resultado da comissão julgadora, na qual a prefeitura indicou a maioria dos membros.

Entre os autores mencionados estão o Grupo XIX de Teatro, a Cia. Mungunzá de Teatro, o Folias, o Estopô Balaio, o Buraco d’Oráculo, a A Motosserra Perfumada e o Coletivo Comum. Parte dos recursos da Cia. Mungunzá destinaria-se à reconstrução do Teatro de Contêiner Mungunzá, demolido recentemente pela própria prefeitura.

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