- A Promotoria de Santos pediu o arquivamento do inquérito que investiga as mortes de Ryan, de 4 anos, e Gregory, de 17, sem qualquer indiciamento ou denúncia apresentada.
- A defesa da promotoria afirma que os PMs agiram em legítima defesa, em troca de tiros com Gregory e um adolescente de 15 anos, e que não houve intenção de matar Ryan.
- A perícia apontou que o tiro que matou Ryan ricocheteou antes de alcançá-lo, e que Gregory foi atingido por pelo menos quatro tiros nas costas.
- Moradores da região e o adolescente sobrevivente negam a existência de troca de tiros, e afirmam que as cenas podem ter sido manipuladas pela ausência de câmeras.
- A família de Ryan vai recorrer da decisão e moverá ações de reparação de danos superior a R$ 1 milhão; caso o arquivamento exista, caberá ao procurador-geral decidir pela continuidade.
Foi pedido o arquivamento do último inquérito que apura as mortes de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, e Gregory Ribeiro Vasconcelos, de 17, por policiais militares em Santos, no litoral de São Paulo, em novembro de 2024. A Promotoria de Justiça de Santos informou à Justiça que não há indícios de dolo, excesso ou tentativa de execução, apenas legítima defesa em tiroteio com Gregory e um adolescente de 15 anos.
A conclusão do promotor Fábio Perez Fernandez aponta que o policial responsável pelo disparo que matou Ryan não teve intenção de atingir a criança, com laudo pericial indicando que o tiro ocorreu após o ricochete de uma espingarda. Moradores da região e o adolescente sobrevivente disseram não ter ocorrido troca de tiros. A perícia mostrou que Gregory foi atingido por quatro tiros pelas costas, entre ao menos sete ferimentos.
Contexto
A defesa da família de Ryan sustenta que as vítimas estavam desarmadas e que a cena pode ter sido manipulada pela ausência de imagens de câmeras. O laudo sobre Gregory indica desrespeito aos protocolos de operação da PM e a treinamento dos agentes, segundo os advogados.
Defesas e recursos
Os representantes da família de Ryan informaram que recorrerão da decisão de arquivamento, com pedido de reconhecimento de crime pelos agentes e ação de reparação civil. A defesa cobra indenização superior a R$ 1 milhão e reforça que há divergência entre a versão policial e depoimentos de testemunhas.
Caso o Ministério Público mantenha o arquivamento, a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo deverá decidir se aceita a argumentação e mantém o caso arquivado, encerrando a continuidade de eventual ação penal.
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