- Promotores do Ministério Público de São Paulo afirmam que áudios, mensagens e transferências conectam Deolane Bezerra ao PCC e a familiares de Marcola, com evidências coletadas em celulares, áudios e transações bancárias.
- A denúncia por organização criminosa e lavagem de dinheiro foi apresentada, com 356 páginas, assinada por sete promotores do Gaeco.
- A defesa afirma que Deolane não faz parte de organização criminosa nem cometeu crime, e que irá provar a partir dos autos; Marcola e familiares dizem que estão presos e sem condições de participação.
- Entre os indícios estão transferências vindas da Transportadora Lado a Lado, apontada como veículo de lavagem de capitais do PCC, com Deolane recebendo depósitos que teriam Alejandro como beneficiário final.
- A investigação aponta ainda uma diarista envolvida em um caso de suposto furto, com pendrive contendo áudios que dizem que o dinheiro era do PCC; movimentação financeira de Deolane chega a mais de R$ 27 milhões, com R$ 7,6 milhões após deduções, e mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro ou cheques sem origem declarada.
A denúncia apresentada pelo MP-SP acusa Deolane Bezerra e outros seis suspeitos de organização criminosa e lavagem de dinheiro, ligando a influenciadora ao PCC e a familiares de Marcola. Promotores destacam diálogos, áudios e transferências bancárias como indícios.
Segundo os agentes, os elementos mostram que Deolane integraria o núcleo financeiro da organização. A peça aponta que depósitos da Transportadora Lado a Lado, associada ao PCC, teriam chegado à conta da influenciadora por meio de intermediários.
A denúncia foi entregue nesta quarta-feira (10) à Justiça. O documento soma 356 páginas e envolve Marcola, o irmão e dois sobrinhos, além de Deolane. Os advogados da influenciadora afirmam que ela não participa de organização criminosa nem cometeu crime.
Contexto da investigação
A investigação rastreou relações financeiras entre Deolane e a família de Marcola por meio de intermediários, de acordo com a denúncia. A Transportadora Lado a Lado é apontada como veículo de lavagem de capitais do PCC, segundo os promotores.
Entre as evidências estão mensagens que indicam recebimentos de depósitos por meio de contas usadas pela própria Deolane. A polícia destaca que parte das transações ocorreu com a intermediação de operadores financeiros vinculados ao grupo.
Indícios adicionais
Relatos de áudios obtidos em diligências apontam que uma diarista registrou que Deolane e um filho teriam sido alvo de acusações de furtos, com menção a dinheiro relacionado ao crime organizado. A diarista afirmou ter sido vítima de calúnias e ameaças.
A denúncia também aponta que Deolane, por meio de empresas ou pessoas físicas, movimentou mais de R$ 27 milhões em quatro anos e sete meses, com R$ 7,6 milhões admitidos como operações não declaradas. Valores em espécie ou cheques sem origem são destacados como irregularidades.
Situação processual
A defesa afirma que Deolane não faria parte de organização criminosa e não cometeu crime, prometendo esclarecer os fatos durante o andamento processual. O advogado de Marcola afirma que vai demonstrar fragilidade das imputações e a inviabilidade de participação dos investigados, citando restrições de contato na prisão.
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