- Revo estuda rotas de eVTOL da Eve ligando Alphaville, Faria Lima, Guarulhos e a zona sul de São Paulo, com operação prevista nos próximos dezoito meses.
- A entrega das aeronaves depende da certificação da Anac; a Eve prevê iniciar as entregas em 2028.
- Em 2025, a Revo assinou contrato para adquirir cinquenta aeronaves Eve e trabalha para acelerar o ecossistema, com treinamento, hangares e otimizações.
- As passagens de eVTOL devem ficar entre vinte e trinta por cento mais baratas que bilhetes de helicóptero, ainda sem valor exato definido.
- A Eve concluiu a etapa de voos pairados com sessenta e nove voos bem-sucedidos (2h27m33s) e inicia a fase de transição, com a aeronave passando do voo vertical para o horizontal.
A Revo, empresa que já opera voos de helicóptero, estuda rotas para o uso de eVtols da Eve, a fabricante associada à Embraer. O objetivo é viabilizar operações nos próximos 18 meses, ainda sem data de início. O projeto envolve trajetos dentro da região metropolitana de São Paulo.
Segundo o CEO da Revo, João Welsh, a ampliação depende da entrega das aeronaves, que depende da certificação da Anac. Hoje, a Eve aguarda esse marco para iniciar a certificação de voo conduzido pelos reguladores.
A Revo já tem acordo de compra: em 2025 foi firmado um contrato para a aquisição de 50 aeronaves Eve. A empresa mira treinar mecânicos, pilotos e preparar a infraestrutura de hangares para a operação dos eVtols.
Rotas e viabilidade econômica
Entre os locais estudados pela Revo estão Alphaville, Faria Lima, o aeroporto de Guarulhos e a zona sul de São Paulo. A demanda por viagens entre esses pontos é avaliada como potencial para integração ao ecossistema da empresa.
Welsh aponta que as passagens devem ficar entre 20% e 30% mais baratas do que as de helicóptero, embora o preço ainda não esteja definido. Hoje, voos entre Alphaville e o centro de SP chegam a custar valores próximos de R$ 1.100, dependendo da rota.
A Eve concluiu em maio a fase de voos pairados e de baixa velocidade com o protótipo de engenharia, marcando avanço importante. A empresa prevê iniciar a fase de transição entre dois meses e seguir para etapas de certificação.
Perspectivas da Eve e situação financeira
A Eve projeta iniciar entregas em 2028, com base no progresso atual. A empresa ressalta que o cronograma pode sofrer ajustes conforme o desenvolvimento regulatório e tecnológico.
Em termos financeiros, a Eve registrou déficit de US$ 68,8 milhões no primeiro trimestre, representando aumento de 41% frente ao trimestre anterior. A gestão afirma que o dinheiro está sendo usado com cautela.
Bordais, CEO da Eve, destaca que a carteira de pedidos continua robusta, com mais de 2.700 aeronaves em produção ou em pré-pedido. A empresa tem mantido o ritmo de participação em feiras do setor, visando disseminar a tecnologia.
Análise regulatória e próximos passos
Roberto Honorato, diretor da Anac, explica que não é possível confirmar 2028 como ano definitivo de certificação. A agência já definiu requisitos para o eVtol e está finalizando a segunda fase da certificação, com etapas adicionais de avaliação técnica e documentação.
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