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Fotógrafo experimental Duane Michals morre aos 94 anos

Fotógrafo pioneiro em sequências de imagens que desafiaram convenções, Duane Michals morre aos 94 anos, deixando legado de narrativas visuais e reflexão sobre a morte

Self-Portrait, 2025.
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  • Duane Michals morreu aos 94 anos em um hospital de Manhattan na terça-feira, 9 de junho; a notícia foi confirmada pela galeria DC Moore, sua representante desde 2013.
  • Fotógrafo considerado entre os mais importantes do século XX, ficou conhecido por sequências de imagens que formam narrativas enigmáticas e questionam as convenções da fotografia.
  • Entre suas obras mais marcantes estão as séries Sequences, Death Comes to the Old Lady (1969) e The Spirit Leaves the Body (1968), que exploram a passagem entre a vida e a morte.
  • Michals também fez retratos com leitura de pensamento e humor, incluindo projetos como A Visit with Magritte (1981) e outras imagens que desafiam a percepção.
  • Na trajetória, ele transitou ainda pela direção de curtas-metragens a partir de 2015 e realizou colaborações recentes, como a campanha de Jacob Elordi para a Bottega Veneta.

Duane Michals, fotógrafo norte-americano famoso por sequências de imagens que desafiavam as convenções da fotografia, faleceu aos 94 anos na terça-feira, 9 de junho, em um hospital de Manhattan. A notícia foi confirmada pela DC Moore Gallery, que o representava desde 2013.

Ao longo de mais de seis décadas, Michals tornou-se referência por unir várias fotografias em narrativas curtas, explorando temas como vida, morte e tempo de modo metafórico. Em entrevistas, ele afirmava que suas imagens buscavam perguntas, não respostas, e que o conjunto de fotos poderia contar histórias maiores que uma única imagem.

Michals ganhou destaque com a série Sequences, que consolidou seu estilo e influenciou gerações de artistas. Em obras como Death Comes to the Old Lady e The Spirit Leaves the Body, o matem a mistura entre vida e morte e a passagem do tempo, com recursos que iam além do registro único.

Legado e trajetória

Nascido em 1932, em McKeesport, Pensilvânia, Michals estudou design na University of Denver e seguiu carreira em Nova York, atuando como diretor de arte para revistas. A prática de escrever sobre as imagens tornou-se marca registrada, inclusive em trabalhos em que ele anotava títulos ou textos diretamente nas fotografias, prática que atribui ao autodidatismo.

A trajetória incluiu séries que retratam a cidade de forma contida e intimista, como Empty New York, além de projetos em que o fotógrafo mescla retratos com elementos de fantasia e reflexões sobre a percepção da realidade. Em 1981, publicou A Visit with Magritte, uma ponte entre a fotografia e a obra do surrealista belga.

Michals também explorou o filme como extensão de sua exploração visual, lançando curtas a partir de 2015. Em paralelo, colaborou com campanhas e projetos de artistas contemporâneos, mantendo viva a abordagem de questionar o que é mostrado pela imagem.

Contexto pessoal

Criado no ambiente de uma cidade industrial, Michals descreveu a origem humilde como parte de sua sensibilidade para retratar o cotidiano de pessoas comuns. Este pano de fundo influenciou a sua busca por questões universais expressas por meio de imagens que parecem repetirem-se, como em obras que brincam com espelhos, repetição e auto referência.

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