- O chef Luiz Filipe Souza, em Milão, no Identità Golose, citou que a identidade pode virar prisioneira da imagem alheia, e seu restaurante Evvai ganhou três estrelas Michelin.
- Ele afirma que a influência italiana na cozinha brasileira é consequência da história da imigração, não uma fusão artificial de duas culinárias.
- No final do século XX, restaurantes em São Paulo valorizavam italianos como referência de sofisticação, com pratos como risotos e ossobuco ganhando destaque.
- Ao longo dos anos, elementos italianos passaram a fazer parte da prática culinária brasileira, presentes mesmo em menus de restaurantes que não se reconhecem como italianos.
- A partir da memória e da migração, a cozinha italiana moldou o paladar brasileiro, tornando-se uma herança compartilhada e parte da identidade nacional.
Foi apresentado no Identità Golose, em Milão, o chef Luiz Filipe Souza, cuja cozinha do Evvai soma três estrelas Michelin. Ele discutiu a presença italiana na gastronomia brasileira e a relação entre tradição e identidade na menuagem paulistana.
Ao falar sobre a origem da prática, Souza defendeu que a cozinha ítalo-brasileira não é mera fusão, mas consequência histórica da imigração italiana no Brasil. O prato expresso é resultado de uma história compartilhada, segundo ele.
A presença italiana no Brasil ganhou força na virada do século XX, especialmente em São Paulo, com restaurantes que valorizavam ingredientes de origem italiana e preparos como massas e risotos. O cenário moldou a ideia de sofisticação à mesa.
Influência no Brasil
Com o tempo, a presença italiana ganhou espaço em casas e menus brasileiros, sem perder a referência original. Queijos, presunto de Parma e outros itens passaram a compor a culinária nacional, sem abandonar raízes.
Legado e transformação
Mesmo diante de movimentos gastronômicos diversos, o risoto, o nhoque e outros clássicos italianos permaneceram relevantes. A influência italiana se tornou parte permanente da identidade culinária brasileira, inclusive entre cozinhas locais.
Ao final, Souza destacou que a tradição italiana atravessou o oceano e se reconfigurou no futuro. A herança não é apenas das origens históricas, mas dos caminhos que transformaram a culinária brasileira.
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