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Lions divulga primeiros finalistas, com cases brasileiros em Glass Lion

Brasil tem dois finalistas no Glass Lion de Cannes Lions, com cases da Artplan e Beta Collective voltados à inclusão e ao combate a preconceitos.

Troféus do Cannes Lions
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  • Cannes Lions divulgou os primeiros finalistas de 2026; dois cases brasileiros aparecem no Glass Lion: “Nigrum Corpus”, da Artplan para Idomed & Instituto Yduqs, e “Código para proteção e inclusão de consumidores negros”, da Beta Collective para L’Oréal.
  • O Glass: The Lion for Change é um dos principais troféus do festival, criado em 2015 para reconhecer trabalhos que combatem preconceitos e promovem inclusão e equidade social.
  • Os shortlists anunciados sem presença de inscrições brasileiras aparecem nos prêmios Dan Wieden Titanium e Innovation.
  • “Nigrum Corpus” é um projeto em desenvolvimento que, em 2025, já havia sido premiado com Grand Prix em Industry Craft; envolve um livro de medicina que identifica preconceitos no atendimento a pessoas pretas como se fossem doenças científicas.
  • O case da Beta Collective integra o programa de diversidade e inclusão da L’Oréal, criado com a Black Sisters in Law e o Movimento pela Equidade Racial, apresentando propostas para combater o racismo no mercado de luxo.

O Cannes Lions divulgou os primeiros finalistas de 2026, incluindo dois cases brasileiros entre os inscritos que concorrem no Glass Lion. Entre eles, Nigrum Corpus, da Artplan para Idomed & Instituto Yduqs, e Código para proteção e inclusão de consumidores negros, da Beta Collective para L’Oréal. O Glass: The Lion for Change premia trabalhos que enfrentam preconceitos e promovem inclusão.

Nigrum Corpus apresenta um livro de medicina que identifica preconceitos no atendimento a pessoas negras, tratando-os como se fossem doenças científicas. A Artplan compete no prêmio em parceria com o Instituto Yduqs e a IDOMed, mantendo o projeto em desenvolvimento após já ter sido premiado anteriormente.

Código para proteção e inclusão de consumidores negros foi desenvolvido pela Beta Collective em parceria com a L’Oréal, com envolvimento da Black Sisters in Law e do Movimento pela Equidade Racial. O programa foca propostas para combater o racismo no mercado de luxo e integra ações de diversidade e inclusão.

Casos brasileiros em disputa

Além dos dois finalistas, a lista de shortlists traz outras quatro inscrições com participação brasileira. Em Glass, No frame missed, produzido pela TBWAMedia Arts Lab Los Angeles para a Apple, tem créditos de O2 Filmes, Satelite Audio e Psychonlook. O estúdio Curitiba Bogotá aparece em Supernova adaptive, da TBWACanada para Adidas, e em The unbreakable twin, da BBDO Nova York para Deloitte, em Innovation.

No entanto, os créditos não indicam os responsáveis criativos, o que impede que as vitórias sejam contabilizadas como resultado brasileiro na soma oficial. O festival não abriu novas inscrições para o Brasil em Innovation e Titanium, sinais de maior rigidez avaliativa em 2026.

Em 2025, o Brasil teve maior representatividade nos shortlists, quando o país foi homenageado no evento. A tendência atual aponta para maior rigor na seleção de trabalhos inscritos, com menos participação brasileira para este ano.

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