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Mais de 20 presos em operação contra tráfico na Região Sul

Operação Apakani combate rede de lavagem de dinheiro do tráfico no sul; 27 presos, 21 empresas identificadas e movimentação superior a R$ 21 milhões

Polícia também cumpre mandados de busca e apreensão em presídios do Rio Grande do Sul e em uma penitenciária do Paraná
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  • A Polícia Civil prendeu 27 pessoas em operação contra rede de lavagem de dinheiro do tráfico no Sul, realizada nesta quinta-feira (11).
  • A investigação começou em 2023 com a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, revelando um esquema de distribuição de drogas no estado com atuação interestadual.
  • O valor movimentado pela organização ultrapassou R$ 21 milhões, com lavagem por meio da compra de veículos, fluxo de dinheiro em espécie e empresas reais, de fachada ou fantasmas.
  • As diligências aconteceram em cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com a participação de cerca de 300 policiais e foco em oito locais, incluindo 21 empresas identificadas como operadoras do esquema.
  • No total, foram cumpridos 28 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 58 de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas e 14 sequestros de veículos; a ação integra a Operação Apakani, vinculada à Operação Narke 6.

A Polícia Civil realiza nesta quinta-feira 11 uma grande operação contra uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas no Sul do país. A ação envolve cumprimento de mandados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e outros estados, com foco em estruturas financeiras utilizadas para sustentar o crime.

A investigação teve início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A polícia apura um esquema que distribuía drogas em larga escala no estado, com operações logísticas intermunicipais.

Até o momento, 27 pessoas foram presas. O montante movimentado pela organização superou R$ 21 milhões, segundo as autoridades. A lavagem envolvia a compra de veículos, circulação de dinheiro em espécie e a integração do recurso ilícito em empresas de fachada.

Desdobramentos da operação

Mais de 300 policiais participam das ações, que acontecem em 10 cidades gaúchas e em cidades de Santa Catarina. Em solo gaúcho, as diligências ocorrem em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em SC, Florianópolis, Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça e São José.

Auditorias e buscas também ocorrem em presídios do RS e em uma penitenciária do Paraná. Além disso, diligências foram realizadas em empresas localizadas em São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ao todo, 28 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 58 de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas e 14 sequestros de veículos são cumpridos.

Identificadas ao menos 21 empresas como operadoras do esquema, as atividades envolviam dissimulações contábeis por meio de contas de terceiros, passagem e depósitos rápidos, além de uso de casas lotéricas e caixas eletrônicos. Entre os investigados, há suspeitos com antecedentes por homicídio, tráfico de drogas e roubo.

A operação Apakani integra a Operação Narke 6, ação nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública para enfrentar o narcotráfico. A ofensiva mira reduzir a circulação de recursos ilícitos e desarticular a logística de organização criminosa.

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