- Anita Bernstein foi pioneira das relações públicas na hotelaria de luxo brasileira, sobretudo no Sheraton Rio e no Sheraton São Paulo (atual Tivoli Mofarrej).
- Ao longo de décadas, recebeu personalidades como Pelé, Niki Lauda, Sophia Loren e Brooke Shields, organizando entrevistas, hospedagens e eventos.
- Nasceu em 23 de janeiro de 1939, no Rio de Janeiro, em uma família judaica de imigrantes; assinava mensagens como “Anita do Rio de Janeiro”.
- Morreu em 9 de junho, aos 87 anos, vítima de ataque cardíaco.
- Foi sepultada no Novo Cemitério Israelita de Vila Rosali; sua trajetória ficou marcada por aproximar hotéis, imprensa, artistas e autoridades.
Anita Bernstein, pioneira das relações públicas na hotelaria de luxo brasileira, faleceu em 9 de junho aos 87 anos, vítima de um ataque cardíaco. Ao longo de décadas, ajudou a consolidar a imagem do Sheraton Rio e do Sheraton São Paulo, hoje Tivoli Mofarrej, atuando em três gestões.
A profissional recebeu personalidades nacionais e internacionais, organizando entrevistas coletivas históricas e recebendo convidados em eventos que marcaram a hotelaria brasileira. Sua atuação contribuiu para a profissionalização do relacionamento entre hotéis, imprensa, artistas e autoridades.
Nascida no Rio de Janeiro em 23 de janeiro de 1939, Anita era filha de Nevach Bernstein, nascido na Rússia, e Berta Bernstein, nascida na Romênia. Cresceu em uma família judaica de imigrantes, cuja mãe viveu até os 105 anos e foi uma das referências de sua trajetória.
Na carreira, tornou-se uma das referências do setor, com fluência em inglês e especialização em comunicação. Foi uma das principais interlocutoras entre a hotelaria brasileira e personalidades de renome, nacionais e internacionais, como Pelé, Michael Jackson, Sophia Loren e Brooke Shields.
Ao longo das entrevistas e eventos que organizou, Anita preferia relatar os bastidores e as amizades construídas com os hóspedes. Mesmo com o auge de sua atuação, destacava a importância de acolher cada visitante.
Entre lembranças marcantes, destacou o encontro de 1978 com o piloto Niki Lauda, que ocorreu em um entrevista coletiva no Rio de Janeiro após o acidente que o marcou. A relação profissional transformou-se em uma amizade de décadas.
De acordo com amigos próximos, Anita era uma fábrica de ideias e mantinha um espírito ativo até o final. Um de seus contatos descreveu-a como uma profissional de relações públicas única, capaz de inovar e manter o relaxamento entre equipes.
Solteira, Anita viveu cercada por familiares e colegas de profissão. Mantinha forte vínculo com a mãe, Berta, e acompanhava a vida dos irmãos e sobrinhas, mantendo-se presente em eventos sociais ao longo dos anos.
Ela foi sepultada no Novo Cemitério Israelita de Vila Rosali. Familiares e amigos passaram a realizar rezas diárias na Sinagoga de Copacabana, reforçando o legado de Anita na comunidade e no setor de hospitalidade.
Entre na conversa da comunidade