- Detentos da unidade H, no presídio estadual de Oklahoma, em McAlester, descrevem células subterrâneas sem janelas e sem luz natural, com cerca de 248 presos no total.
- Cartas relatam condições insalubres, infestação de vermes e violência física e sexual, além de confinamento solitário por longos períodos.
- A falta de luz solar é apontada como punição e causa de danos mentais; especialistas associam o isolamento prolongado a distúrbios psicológicos.
- ACLU e outras organizações destacam os efeitos negativos da privação de luz e de contato humano; autoridades afirmam que as condições são cumpridas conforme leis vigentes.
- Tremane Wood, ex-recluso da tombs, foi transferido recentemente para o Allen Gamble correctional center em Holdenville, onde finalmente tem uma janela no veículo celular.
O jornalismo revela relatos de prisioneiros sobre a H Unit, o setor subterrâneo da Penitenciária estadual de Oklahoma, em McAlester. Segundo cartas obtidas pela The Guardian, as celas são sem janelas, com iluminação natural ausente e condições descritas como deterioradas e degradantes. Os relatos apontam violência física e sexual com frequência.
As cartas descrevem celas sem luz, infestação de pragas, e higiene precária. Prisioneiros relatam isolamento prolongado e violência entre internos, além de períodos de confinamento disciplinar em celas pequenas. Médicos e especialistas citados enfatizam impactos psicológicos graves decorrentes da ausência de iluminação.
Apenados que já passaram pela unidade relatam que passam longas horas isolados, com pouca ou nenhuma interação humana. Em alguns casos, a duração do confinamento ultrapassa semanas, aumentando riscos de danos mentais. Os relatos também mencionam condições de alimentação e higiene precárias.
Condições e análise
A H Unit, construída para máxima segurança e conhecida entre prisioneiros como “as tombas”, permanece com celas sem janelas e com espaços reduzidos. Entre os relatos, há descrições de agressões e de salas de disciplina com convivência de animais ou pragas.
Advogados da ACLU de Oklahoma ressaltam que a falta de exposição ao sol agrava danos mentais já associados ao confinamento solitário. Estudos sobre isolamento sugerem prejuízos à saúde mental quando o acesso ao exterior é interrompido por longos períodos.
Resposta oficial
A Administração de Correções de Oklahoma afirmou que cumpre leis estaduais e federais e que condições são monitoradas de perto. A instituição diz tratar possíveis problemas de manutenção com rapidez e garantir supervisão adequada.
Organizações de direitos humanos destacam que o caso levanta questões sobre obrigações constitucionais de tratamento humano. Enquanto isso, alguns prisioneiros relatam mudanças após transferências, incluindo a obtenção de alguma iluminação natural em novas unidades.
Trechos dos depoimentos também indicam que, apesar de mudanças, a experiência traumática de anos sob terra pode deixar marcas profundas. Relatos de sobreviventes destacam a importância de avaliações contínuas de bem-estar e de acesso a cuidados de saúde mental.
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