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ABL premia obras de Eliana Alves Cruz e Caetano Galindo em reconhecimento inédito

ABL lança a primeira edição de seus três prêmios literários; Eliana Alves Cruz, Fabrício Oliveira e Caetano W. Galindo vencem em ficção, poesia e não ficção

A escritora Eliana Alves Cruz, autora de 'Meridiana'
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  • A Academia Brasileira de Letras lançou a primeira edição de três novos prêmios literários: Guimarães Rosa (ficção), Manuel Bandeira (poesia) e Euclides da Cunha (não ficção em humanidades).
  • Os vencedores foram: Eliana Alves Cruz, com Meridiana (Companhia das Letras); Fabrício Oliveira, com Noite Obscena (Mondrongo); e Caetano W. Galindo, com Na Ponta da Língua (Companhia).
  • A premiação foi anunciada na quinta-feira passada, durante sessão solene presidida pelo acadêmico Antônio Carlos Secchin.
  • Cada vencedor foi escolhido por uma comissão de três membros da ABL, cujos nomes serão divulgados na cerimônia de premiação, marcada para 23 de julho.
  • Além dos novos prêmios, a ABL mantém o Prêmio Machado de Assis, dedicado ao conjunto da obra de um autor.

A Academia Brasileira de Letras (ABL) anunciou nesta quinta-feira, durante sessão solene, os vencedores da primeira edição de três novos prêmios literários. Os reconhecimentos destacam obras publicadas no Brasil no ano anterior. Entre os premiados estão Eliana Alves Cruz, Fabrício Oliveira e Caetano W. Galindo, em três categorias que homenageiam imortais da instituição.

A escritora Eliana Alves Cruz recebeu o prêmio na categoria ficção pelo romance Meridiana, publicado pela Companhia das Letras. O jovem poeta Fabrício Oliveira foi reconhecido pela obra Noite Obscena, da editora Mondrongo. O pesquisador Caetano W. Galindo, colunista da Folha, levou o prêmio na área de não ficção com o ensaio Na Ponta da Língua, também pela Companhia.

Vencedores e obras premiadas

A premiação carrega os nomes de Guimarães Rosa (ficção), Manuel Bandeira (poesia) e Euclides da Cunha (humanidades, não ficção). A iniciativa busca valorizar a produção literária contemporânea e ampliar o diálogo entre a ABL, escritores e leitores, conforme a instituição. Os vencedores foram escolhidos por comissões de três membros, cuja composição será divulgada apenas na cerimônia de premiação, marcada para 23 de julho.

A cerimônia teve a participação do acadêmico Antônio Carlos Secchin, que anunciou os vencedores. A escolha de Meridiana foi destacada pela visão de uma “odisséia, ou anti-odisseia, de uma família negra” e pela narrativa que acompanha conflitos ao sair da favela para um condomínio de classe média. Sobre Noite Obscena, a comissão ressaltou a qualidade técnica e o domínio do escritor baiano, de apenas 30 anos. Ainda, Na Ponta da Língua foi elogiada pela valorização da língua portuguesa, em tom culto, porém acessível, com potencial para ampliar o interesse pelo idioma.

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