- Amanda Maria Souza de Oliveira, 37, fingia ser uma menina de 11 ou 12 anos em cinco cidades do Rio Grande do Sul.
- A prisão ocorreu em 2021, pela 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, por estelionato, e ela ficou seis meses presa.
- Na delegacia, ao ser interrogada, ela manteve a voz infantil; a delegada afirmou: “Tá, Amanda, agora chega”.
- As primeiras suspeitas vieram quando acolhimentos notaram comportamentos estranhos; a investigação usou busca na internet para confirmar casos semelhantes em outros estados.
- A investigação aponta que ela se deslocava entre estados com caronas de caminhoneiros; ao admitir a identidade, disse buscar uma família; o caso tramita no Rio Grande do Sul, e está sob apuração em Santa Catarina.
O caso envolve Amanda Maria Souza de Oliveira, 37 anos, que se apresentava como uma menina de 11 ou 12 anos. A investigação começou em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, após denúncias de famílias que a acolhiam por vulnerabilidade. Ela foi presa em 2021, cinco anos antes de tornar público o caso nacional ao ser investigada por estelionato.
Durante o interrogatório na delegacia, Amanda manteve a voz infantil. A delegada Luana Tamiozzo Medeiros relatou que, ao ser confrontada, a suspeita passou a falar com voz de adulta, e a policial interrompeu a encenação. A apreensão incluiu itens pessoais da investigada.
Desdobramentos da investigação
A delegada confirmou que a pista decisiva veio de uma busca na internet, ao pesquisar padrões de casos semelhantes. Contatos com delegados de outros estados confirmaram a identidade e permitiram traçar a trajetória de Amanda, que se deslocava entre cidades e estados pegando carona com caminhoneiros.
A investigação também revelou que Amanda, até então sob acolhimento de diferentes famílias, apresentou comportamento agressivo em uma residência. Diante das dúvidas sobre a identidade, foi solicitada a prisão preventiva. O estado de saúde da investigada exigiu cuidados durante a operação, já que ela havia passado por procedimentos médicos.
Prisão e consequência jurídica
Amanda ficou seis meses presa pelo crime de estelionato, com a prisão relaxada pela Justiça após o cumprimento do período. Em depoimento, a suspeita afirmou que desejava ter uma família, com a motivação descrita pela delegada como não intencional para prejudicar terceiros.
Após essa fase, Amanda foi indiciada pela Polícia Civil e o processo passou a tramitar no Judiciário gaúcho, embora estivesse suspenso por não ter sido localizada no RS. Recentemente, a mulher voltou a ser presa em Santa Catarina, sob nova investigação por se apresentar como adolescente para obter acolhimento.
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