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Desmate na Amazônia em maio fica próximo de mínima histórica

Desmate na Amazônia em maio fica perto de mínima histórica; Cerrado registra maior derrubada mensal, segundo o sistema Deter do Inpe

Área de cerrado desmatada para o plantio de soja em uma fazenda na região do Jalapão, no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)
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  • Em maio, a Amazônia teve 370 km² desmatados, próxima da mínima histórica de 363 km² em 2017, segundo dados do Deter do Inpe.
  • O Cerrado registrou 776 km² de alertas de desmatamento, ainda maior que a Amazônia, e ficou próximo de sua mínima histórica de cerca de 701 km² em 2020; houve queda de cerca de 12% em relação a maio do ano passado.
  • Os números são do Deter, monitoramento em tempo real que aponta tendências, não uma medida exata de área desmatada.
  • O presidente Lula destacou redução do desmatamento e informou queda de 37,5% nos alertas na Amazônia de agosto de 2025 a maio deste ano, em comparação ao período anterior.
  • O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os números contestam acusações dos Estados Unidos sobre desmatamento para justificar tarifas.

O mês de maio trouxe números de desmate na Amazônia próximos da mínima histórica, segundo dados do Inpe via o sistema Deter. Foram registrados cerca de 370 km² de floresta derrubada na região, ante a mínima de 363 km² para o mês, alcançada em 2017. A leitura é baseada em monitoramento em tempo real que acompanha a supressão de mata.

Já o cerrado registrou 776 km² de alertas de desmatamento em maio, volume maior do que o observado na floresta. O bioma, menor em extensão que a Amazônia, tem apresentado números de supressão superiores aos da Amazônia em diversos períodos recentes. A queda de maio em relação a 2024 ficou em torno de 12%.

Apesar da diferença de escala entre os biomas, os números do Deter indicam tendências de desmatamento que ajudam a mapear a evolução do tema. O Deter não fornece medida exata de área desmatada, mas indica variações relevantes para o acompanhamento das ações de combate ao desmatamento ilegal.

Contexto e desdobramentos

O governo federal destaca a tendência de queda nos alertas desde agosto de 2025 até maio deste ano, segundo dados de desmatamento monitorados pelo Deter. O Ministério do Meio Ambiente informou que os números apontam redução expressiva e reforçou a atuação de fiscalização nas áreas de maior vulnerabilidade.

Em Brasília, durante reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, o presidente Lula apresentou os números como indicativo de melhoria. Ele mencionou a necessidade de esclarecer argumentos usados por parceiros externos para justificar medidas econômicas associadas ao meio ambiente.

A fala presidencial também citou negociações com o governo dos Estados Unidos, destacando que acusações sobre o desmatamento foram utilizadas para justificar tarifas adicionais. O ministro João Paulo Capobianco reiterou que os dados mostram a correção das percepções que embasaram tais medidas e que o cenário atual contrasta com leituras anteriores. Uma referência externa citada pelo governo aponta que, entre agosto de 2025 e maio deste ano, houve queda de aproximadamente 37,5% nos alertas na Amazônia, em comparação com o período anterior.

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