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Família procura filho desaparecido durante a Copa no Estádio Azteca

À véspera da abertura, família García exibe rostos de quatro desaparecidos no entorno do Estádio Azteca, buscando respostas há mais de quatro meses

Familiares de desaparecidos mexicanos na porta do Estádio Azteca no dia da abertura da Copa do Mundo
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  • Pouco mais de três horas antes do jogo de abertura entre México e África do Sul, uma multidão verde ocupava as proximidades do Estádio Azteca.
  • Uma família exibia um cartaz com o rosto de quatro homens — Óscar García Hernández e seus três cunhados, Javier, Gregorio e Omar — questionando: “Onde estão nossos desaparecidos? Onde estão?”.
  • Adriana García, cirurgiã dentista e irmã de Omar, disse que a ação no Azteca visava manter visíveis os rostos dos familiares desaparecidos há mais de quatro meses.
  • A mãe Julia Hernández de Jesús segurava um dos cartazes e pediu apoio público para localizar o filho e os cunhados, reiterando que não fazia parte de um movimento organizado.
  • Nos últimos dias, protests, entre eles do grupo Madres Buscadoras, ocorreram na Cidade do México; a família afirmou que quer igual visibilidade às buscas pelas pessoas desaparecidas.

Pouco mais de três horas antes do jogo de abertura da Copa do Mundo, uma multidão verde tomou as proximidades do Estádio Azteca, na cidade do México. Em meio ao clima de festa, uma família exibiu um cartaz com o rosto de quatro homens desaparecidos.

O grupo García divulga os nomes de Óscar García Hernández e de seus três cunhados, Javier, Gregorio e Omar, que desapareceram em 3 de fevereiro durante férias familiares. A família busca divulgar as identidades para ampliar as chances de localização.

Adriana García, irmã de Óscar, afirmou que a atuação em frente ao Azteca não integra um movimento organizado, mas reforça a necessidade de manter os rostos visíveis. A família também esteve acompanhada pela mãe, Julia Hernández de Jesús, que carregava outro cartaz.

Apoio a familiares de desaparecidos já ganhou espaço em protestos recentes na Cidade do México, incluindo ações das Madres Buscadoras, que mobilizam buscas por pessoas desaparecidas. A família García diz que o objetivo é obter respostas e manter a atenção pública.

Julia Hernández de Jesús pediu que as autoridades não deixem o caso perder relevância à medida que a Copa se aproxima, destacando a importância de localizar o filho e os cunhados. O evento ocorreu na véspera do início da Copa, em meio à expectativa de torcedores rumo ao estádio.

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