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Médico e secretária indiciados por cobrar R$ 11 mil por cirurgia do SUS no RS

Polícia indicia médico e secretária por concussão; cobrança de R$ 11 mil por cirurgia já marcada pelo SUS avança à Justiça

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Porto Alegre 24 horas
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  • A Polícia Civil indiciou um médico e a secretária pelo crime de concussão em Crissiumal, no noroeste do Rio Grande do Sul.
  • A investigação sustenta que a paciente foi pressionada a pagar R$ 11 mil por uma cirurgia que já estava prevista gratuitamente pelo SUS.
  • O atendimento ocorreu durante uma colonoscopia encaminhada pela Secretaria Municipal de Saúde para uma clínica conveniada ao Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISA).
  • A data do procedimento pelo SUS já havia sido definida, mas a cobrança indevida levou a família a efetuar o pagamento.
  • Este é o quinto inquérito com características semelhantes encaminhado pela Delegacia de Crissiumal à Justiça em 2026, com outros casos sob análise do Ministério Público.

A Polícia Civil de Crissiumal, no noroeste do Rio Grande do Sul, indiciou um médico e sua secretária por concussão. O inquérito concluiu que eles cobraram R$ 11 mil de uma paciente por uma cirurgia que seria gratuita pelo SUS.

Segundo as investigações, a paciente foi orientada a realizar com urgência um procedimento particular. Contudo, a cirurgia já havia sido previamente agendada pela rede pública.

A mulher foi encaminhada pela Secretaria Municipal de Saúde de Crissiumal para colonoscopia via Consórcio Intermunicipal de Saúde (CISA). O atendimento ocorreu em clínica conveniada onde atuava o médico.

Durante o atendimento, os investigados teriam dito que seria necessária uma cirurgia particular de R$ 11 mil. A data do procedimento pelo SUS já estava definida, e a pressão financeira levou a família a pagar.

Profissionais que atuam em clínicas conveniadas ao CISA e atendem pacientes encaminhados pelo SUS são equiparados a funcionários públicos para fins penais, podendo responder por cobranças indevidas.

Este é o quinto inquérito com características semelhantes encaminhado pela Delegacia de Crissiumal à Justiça em 2026. Os demais casos envolvendo o mesmo médico e a secretária seguem sob análise do Ministério Público.

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