- Usuários na China vendem cabeças plásticas em várias versões para enganar o sistema de monitoramento do Tesla Autopilot, permitindo que o motorista desvie a atenção.
- Os itens são comercializados em plataformas como Taobao, Xianyu e Douyin, com preços entre $ 10 e $ 40, e podem ser fixados no teto, no para-brisa ou no retrovisor.
- Um motorista chinês disse ter usado uma cabeça falsa por cerca de 250 milhas em um trajeto de 400 milhas, obtendo interrupção do sistema por menos tempo com o artifício.
- Além das cabeças, existem outras alternativas criadas, como imagens estáticas, impressão lenticular e pequenos displays que simulam piscar e mover a cabeça.
- A prática ganhou impasse após atualização de software ativar monitoramento de motorista no interior do veículo; a Tesla alerta que obstruir a câmera pode desativar recursos de assistência ao motorista.
Tesla enfrenta novo desafio de segurança: motoristas chineses estariam usando cabeças plásticas em miniatura para enganar o sistema de monitoramento do motorista durante o uso do piloto automático.
Relatos e vídeos recentes mostram cabeças falsas posicionadas no interior dos veículos, com o objetivo de dificultar a leitura da direção pelas câmeras. O recurso de atenção do motorista segue detectando distrações, como rolar o celular ou desviar o olhar da estrada.
Os itens são vendidos em plataformas de comércio eletrônico na China, com preços entre 10 e 40 dólares. Os modelos simulam olhos abertos ou fechados e podem ser fixados no teto, no para-brisa ou no espelho retrovisor.
Um proprietário de um Model 3 na China afirmou que o acessório funciona, permitindo que o motorista fique por cerca de 30 minutos sem ser interrompido pela alertas do sistema. O uso gera preocupação sobre riscos à segurança viária.
Em vídeos, o usuário mostra a cabeça falsa bloqueando a câmera com a posição junto ao espelho, enquanto o motorista usa uma mão para comer sementes. Pesquisas indicam que há dicas entre motoristas sobre como burlar o sistema.
O sistema de assistência ao motorista da Tesla na China oferece recursos básicos de cruzeiro, direção automática e piloto em vias urbanas, com exigência de atenção constante do motorista. A empresa utiliza câmeras para monitorar o olhar e pode desligar o piloto automático ou banir o motorista.
Em outros mercados, já houve tentativas de burlar controles de atenção, como o uso de óculos escuros ou pesos no volante. Pesquisadores destacam riscos de comportamentos que possam reduzir a efetividade das funções de assistência.
A produção de cabeças artificiais ganhou espaço desde outubro, após atualização de software na China que ativou o monitoramento de distração. Distribuidores também já ofereceriam alternativas como cartões com imagens que simulam piscadas.
A reportagem descreve ainda variações como telas portáteis que exibem vídeos de uma pessoa piscando. Produtores afirmam ter comercializado para clientes na América do Norte e na Ásia, alegando compatibilidade com diferentes modelos da Tesla.
Especialistas ressaltam que, mesmo com novas soluções, as autoridades e a fabricante têm de lidar com a proliferação de dispositivos que podem comprometer a segurança. A Tesla não respondeu oficialmente aos questionamentos sobre ações.
A discussão pública sobre a confiabilidade de sistemas de assistência permanece, com críticas em redes sociais chinesas ligadas a comportamentos de risco. O tema envolve equilíbrio entre conveniência tecnológica e responsabilidade do motorista.
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