- Dez pessoas foram presas na noite de quinta-feira durante operação da Polícia Militar no aglomerado Cabana Pai Tomaz, região Oeste de Belo Horizonte, ligada à Operação Cerco Fechado.
- A ação apreendeu 196 pinos de cocaína, 189 porções de crack, cerca de R$ 9,7 mil em dinheiro, celulares e 24 máquinas de cartão; o local funcionava como base de venda em uma distribuidora de bebidas.
- O esquema era semelhante a um “drive-thru do tráfico”: o comprador paga a um vendedor na rua com a máquina de cartão e, após a transação, recebe o dinheiro em espécie e vai a um ponto a cerca de 500 metros para retirar a droga.
- Entre os detidos, seis a oito já possuíam passagens policiais, principalmente por tráfico de drogas; nenhum deles assumiu participação e alegou trabalhar no comércio local.
- A Polícia Militar continua a investigação para localizar o líder da organização, com apoio da Inteligência e reforço da Operação Cerco Fechado.
Dez pessoas foram presas na noite de quinta-feira, durante operação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas no aglomerado Cabana Pai Tomaz, na região Oeste de Belo Horizonte. A ação integra a Operação Cerco Fechado, contra o crime organizado em Minas Gerais.
Segundo a PM, investigadores identificaram um ponto de venda na região e, a partir das diligências, chegaram a uma distribuidora de bebidas que servia como base logística para o esquema. O local funcionava como apoio da organização criminosa.
Durante as buscas, os militares apreenderam 196 pinos de cocaína, 189 porções de crack, cerca de R$ 9,7 mil em dinheiro, diversos celulares e 24 máquinas de cartão. Os equipamentos eram usados para viabilizar pagamentos na modalidade descrita como “drive-thru do tráfico”.
O modelo de operação permitia que o comprador pagasse na rua a um vendedor com máquina de cartão, recebendo o dinheiro de volta em espécie pouco depois. Em seguida, o comprador se dirigia a outra posição para retirar a droga.
A Polícia Militar descreve que o objetivo era agilizar as negociações e reduzir o tempo de permanência dos clientes próximos aos pontos de venda, dificultando o monitoramento pelas autoridades.
Entre os detidos, a PM aponta que seis a oito já possuem passagem pela polícia, principalmente por tráfico de drogas. Até o momento, ninguém assumiu participação direta no esquema e todos alegaram atuar no comércio local.
Agora, as investigações concentram-se em identificar o líder da organização criminosa. Equipes de inteligência atuam, com reforço da Operação Cerco Fechado, para localizar o responsável pelo comando do grupo.
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