- No TikTok, pais transformam a maternidade em estética de marca pessoal, com rótulos como butter mom e cozy mom.
- Criadores como Destiny Carrion, mãe de 26 anos em Las Vegas, mostram vídeos que definem uma estética de criação descrita como “fantasiosa”.
- Além dessas, aparecem estilos como tuscan mom e Clean Girl Mom, que ajudam a sinalizar classe social e crenças dos pais.
- A jornalista Hayley DeRoche criou o conceito de “sad beige mom”; seus vídeos satirizando a estética viralizaram e viraram livro.
- A tendência envolve controle, aspiração e a ideia de que bebês exibem gostos dos pais, com foco em roupas simples e atividades ao ar livre.
A maternidade vai além dos cuidados diários: para algumas famílias, ela virou uma estética de marca pessoal nas redes. No TikTok, termos como butter mom e cozy mom descrevem estilos de criação compartilhados online, influenciando até escolhas de consumo.
Criadores que publicam sobre paternidade dizem buscar uma identidade visual para guiar a rotina familiar. Destiny Carrion, mãe de Las Vegas, descreve a própria abordagem como fantasiosa e ligada a uma estética que facilita a organização do dia a dia.
A ideia é sinalizar estilo e valores por meio de roupas, brinquedos e temas de brincadeira. Contudo, especialistas e criadores destacam que as tendências também funcionam como forma de controle sobre a criação, especialmente para mães de primeira viagem.
Estéticas e impacto
Entre as tendências, aparecem formatos como tuscan mom e Clean Girl Mom, além de uma figura muito comentada: a sad beige mom. A estética sugere escolhas minimalistas e cores neutras, associadas a plataformas de conteúdo e marketing parental.
Hayley DeRoche, autora e ex-bibliotecária, descreve a origem da expressão sad beige e conta como transformou a observação em um livro, ampliando o debate sobre como o marketing molda expectativas de criação. Guadrou alguns pontos sobre classe social e virtude parental.
Para Kyle Chayka, jornalista e pai, a estética dos bebês pode refletir gostos dos pais e aspiracionais. Segundo ele, vestir os filhos com looks simples transmite quem são os adultos por trás das escolhas, mesmo que os bebês não decidam nada.
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