- Em 2025, cerca de 55% das denúncias de violência contra idosos tiveram como agressores os próprios filhos.
- O total de denúncias em 2025 foi acima de 180 mil, maior que 2023 (179 mil) e 2024 (143 mil).
- O estudo, coordenado por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense, aponta aumento vertiginoso das denúncias e destaca violência dentro do ambiente familiar.
- Pelos dados, os filhos deixam de ser os principais agressores pela primeira vez desde 2023, com as filhas mulheres ocupando a primeira posição.
- As vítimas continuam, em sua maioria, mulheres; 80 anos ou mais representam 24,01% das denúncias, e os casos ocorrem principalmente no ambiente doméstico entre parentes próximos.
O estudo coordenado por professores da Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que, em 2025, cerca de 55% das denúncias de violência contra idosos no Brasil tiveram como agressores os próprios filhos. O levantamento utiliza dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e do mapa correspondente.
Segundo o mapeamento, houve mais de 180 mil denúncias no ano passado, ante 179 mil em 2023 e 143 mil em 2024. Os pesquisadores Alessandra Camacho, Maria Eduarda Araújo e João Pedro Coelho destacam um “aumento vertiginoso” nesse tipo de violência.
Para Camacho, o principal ponto é o crescimento da violência no núcleo familiar, especialmente entre pais e filhos. O lar deixa de ser visto como espaço de proteção e passa a gerar medo em muitos idosos, aponta a pesquisadora.
Na análise temporal, houve a inversão de liderança de agressores: em 2025 as filhas mulheres passaram a ser as principais agressoras, substituindo os filhos homens, que vinham liderando o quadro desde 2023. Os idosos dependem de cuidados, o que os torna mais vulneráveis.
Perfil das vítimas e cenário
As mulheres são as mais atingidas pelas agressões, segundo a pesquisa. A faixa etária mais afetada é 80 anos ou mais, responsável por 24,01% das denúncias. Em linhas gerais, a violência ocorre principalmente no ambiente doméstico e entre parentes próximos.
Estagiário sob supervisão de Paulo Floro.
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