- Valdenia Rodrigues, mãe de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, publicou mensagem emocionada no Instagram, agradecendo pela vida da filha de 21 anos.
- Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma ponte de cerca de quarenta metros, sem o equipamento de segurança adequado.
- Os responsáveis pelo salto atuavam na informalidade, sem empresa constituída, e já praticavam a modalidade há cerca de cinco anos.
- Três suspeitos foram presos preventivamente e responderão por homicídio com dolo eventual, sob a acusação de ter assumido o risco de matar ao não prender as cordas.
- A Ponte do Esqueleto, em Limeira, já registrou acidentes anteriores; a modalidade é realizada sem o equipamento obrigatório, segundo a investigação.
Valdenia Rodrigues, mãe de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, chamou a atenção após a tragédia ocorrida em Limeira, no interior de São Paulo, no último sábado. Maria Eduarda morreu após ser lançada de uma ponte sem os equipamentos de segurança adequados durante uma atividade de salto de ponte conhecida como aviãozinho. A mãe publicou uma mensagem emotiva no Instagram, dizendo que ama a filha e que a partida deixou um vazio, agradecendo pelo tempo juntos.
A jovem sofreu múltiplos traumas ao atingir o solo e morreu no local, ainda com sinais vitais quando uma enfermeira presente no momento tentou socorrê-la. O salto deveria ter ocorrido com a utilização de duas cordas presa ao corpo, mas nenhuma foi afixada. Imagens do momento mostram Maria Eduarda sendo erguida por instrutores e lançada de cerca de 40 metros de altura.
Os responsáveis pelo salto atuavam na informalidade, sem empresa constituída, segundo a delegada Andrea Dantas Levy, que investiga o caso. Eles praticavam a modalidade há cerca de cinco anos, mas o acidente evidencia a falta de preparo para um esporte de alto risco. Ao menos outros dez saltos já haviam ocorrido, mas Maria Eduarda seria a primeira a ser lançada na modalidade aviãozinho.
A Polícia Civil prendeu três suspeitos — Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42 — com prisão convertida em preventiva. A imputação é de homicídio com dolo eventual, na linha de que os envolvidos assumiram o risco de matar ao não prender as cordas. A defesa dos investigados afirma que não houve explicação clara para o ocorrido, segundo entrevistas concedidas ao Fantástico, da TV Globo.
O salto ocorreu na ponte do Esqueleto, estrutura pertencente à antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). A mesma ponte já registrou acidentes anteriores: no ano passado houve feridos após colisões com o solo, e o acesso chegou a ser bloqueado em 2024 após a morte de uma ciclista. A reportagem procurou a Entre Cordas, empresa envolvida na comercialização do salto, para comentários, mas não obteve retorno além de mensagem automática.
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