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Morte em rope jump no interior de SP: o que se sabe

Três homens são presos por homicídio doloso após morte de mulher de 21 anos em salto de rope jump na Trilha da Ponte do Esqueleto, Limeira, em atividade sem regulamentação

Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo
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  • Três homens foram presos em flagrante por homicídio doloso eventual após a morte de uma mulher de 21 anos durante um salto de rope jump na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
  • A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, caiu de cerca de 30 metros e morreu no local; a corda de proteção não estava fixada no momento do salto.
  • Testemunhas e investigação apontam que os suspeitos tentaram fugir, trocaram de roupa e que houve registro de pagamento pela atividade (R$ 180,00 pelo salto e R$ 110,00 pelo registro em vídeo).
  • A polícia evidenciou que o equipamento não foi utilizado de forma segura; o caso é tratado como homicídio doloso na modalidade dolo eventual.
  • A prefeitura afirma que processará o governo federal por omissão na fiscalização; a União diz que a ponte pertence a um trecho de uma rede ferroviária não implementada e que, desde 2024, busca bloquear acessos, mas houve liberação recente.

Três homens foram presos em flagrante por homicídio após a morte de uma mulher de 21 anos durante um salto com corda (*rope jump*) na Trilha da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, na manhã de sábado, 13/6. A vítima morreu após cair de cerca de 30 metros, conforme o registro de óbito do Samu. O salto ocorreu sem a corda de proteção fixada no momento do arremesso.

A prática de rope jump envolve pular de мест elevado com cordas de baixa elasticidade, gerando balanço. No local, a corda de proteção não estava presa, e a GoPro da vítima não foi localizada. Dois homens que se identificaram como integrantes da empresa fugiram pela vegetação e teriam trocado de roupa.

Uma testemunha profissional de enfermagem registrou o momento em vídeo, cuja gravação aponta, segundo a polícia, o lançamento da vítima sem proteção adequada. A testemunha disse que fez o vídeo para familiares, mas não viu como ocorreu o salto. O material é alvo de avaliação pelas autoridades.

Conduta, autuação e dolo

O caso é tratado como homicídio doloso na modalidade dolo eventual, pois houve indícios de que os responsáveis assumiram risco ao conduzir a atividade sem as medidas de segurança adequadas. A audiência de custódia manteve a prisão dos três suspeitos, que receberam a voz de prisão em flagrante.

A Justiça destacou que não houve o cumprimento de procedimentos mínimos de segurança. O procedimento padrão exigia a fixação de uma corda de segurança no peitoral da vítima e checagens duplas pelos operadores, que não ocorreram. A defesa sustenta que os suspeitos não sabem explicar a ausência de ancoragem.

Contexto regulatório e responsabilização

A Prefeitura de Limeira informou que irá processar o governo federal por omissão na fiscalização. A SPU, vinculada ao MGIS, afirmou que a ponte pertence a um trecho de rede ferroviária que nunca foi implementado em área particular, e que não autorizou atividades no local. A incorporação da ponte ao patrimônio ocorreu apenas neste ano.

A associação do setor aponta que, apesar da ausência de regulamentação específica, existem normas técnicas aplicáveis a atividades de aventura. Entidades destacam a importância de gestão de riscos, cadastro de empresas e checagem de conformidade com o Cadastur para evitar situações como esta.

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