- A sommelière Sarah Jane Evans MW destacou a uva Monastrell no London Wine Fair, apresentando-a em oito exemplares das cinco Denominações de Origem (Alicante, Almansa, Bullas, Jumilla e Yecla) que formam a Monastrell Association.
- A Monastrell oferece estilos variados, desde vinhos para o dia a dia até opções mais sofisticadas, incluindo o Fondillón de Alicante, e pode até ser servida em temperatura mais baixa.
- As vinhas e vinhos refletem diferenças climáticas e de altitude entre as DOs, com abordagens de vinificação que vão de vinhos monovarietais a blends, uso de carvalho e ânforas de barro.
- A associação enfatiza a herança da Monastrell e o valor de vinhas antigas, além de promover a ideia de vinhos genuinamente sustentáveis cultivados em vinhedos de raiz antiga.
- A uva é apresentada como resposta a mudanças climáticas: madura tarde e resistente a calor e secas, o que a torna promissora para o futuro da viticultura, segundo Evans.
Monastrell tem ganhado espaço no mercado britânico mesmo fora do radar. Em uma masterclass na London Wine Fair, especialistas mostraram como a uva ganha fôlego entre tendências atuais e pode ajudar a enfrentar o século que vem pela frente.
A apresentação contou com Sarah Jane Evans MW, referência em vinhos espanhóis, que destacou a importância de ir além de Tempranillo e Garnacha. A degustação reuniu oito rótulos de cinco denominações que formam a Monastrell Association.
Monastrell em destaque na London Wine Fair
Os vinhos provam a diversidade da variedade: Alicante, Almansa, Bullas, Jumilla e Yecla. Juntas, as DOs mostram estilos que vão de monovarietais tradicionais a blends influenciados por técnicas internacionais.
As garrafas variam em textura e cor, com uso de carvalho de variados tamanhos e até fermentação em ampolas de clay. A líder destaca que não existe um único estilo de Monastrell, mas sim equilíbrio entre fruta, acidez e álcool.
Variedade, terroir e estilo
O trajeto pelos cinco DOs evidencia diferentes condições climáticas e altitudes, que modulam o estilo final. Vinho pode ser para o consumo diário ou opções mais sofisticadas, incluindo exemplares rendondos e com potencial de refrigeração.
Foi ressaltada a versatilidade da uva, capaz de produzir Fondillón ao lado de vinhos mais leves e suculentos. A ideia é mostrar que Monastrell não precisa ser sempre muito carregado ou intenso.
Futuro e clima
Os produtores aparecem como peça central na narrativa de resistência ao aquecimento global. A Monastrell Association alega que a uva se adapta a condições quentes e secas, mantendo frescor graças à maturação tardia e cascas espessas.
Além disso, o manejo de cana e o cultivo em vinhedos com raízes antigas fornecem bases para viticultura sustentável. Alguns viticultores já investem em videiras em porta-moscada e/ou raízes originais, prática cada vez mais rara na Europa.
Conclusões operacionais para o mercado
A associação classifica a Monastrell como resposta aos desafios do futuro, mantendo tradição e identidade espanhola. Os rótulos, segundo Evans, atendem a consumidores que buscam qualidade com histórias locais de terroir.
No conjunto, a apresentação reforça que a Monastrell oferece opções para diferentes momentos de consumo, alinhadas a uma imagem de variedade nativa, resistente e com potencial de crescimento no Reino Unido.
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