Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Baianas de acarajé: guardiãs da tradição culinária da Bahia

Baianas de acarajé, guardiãs da tradição afro-brasileira, mantêm sustento e cidadania; no Brasil são cerca de dez mil, com 3,5 mil em Salvador

Foto: wikimedia commons Rodrigues Pozzebom
0:00
Carregando...
0:00
  • Baianas de acarajé são guardiãs de sabor e tradição afro-brasileira, com o prato ligado à fé dos orixás; o acarajé nasceu no século XVIII e também funcionou como sustento econômico e símbolo de resistência.
  • O processo envolve feijão-fradinho batido com cebola e sal, fritura em azeite de dendê e recheios como vatapá, caruru, vinagrete e camarões, tudo executado com significado espiritual e cultural; a vestimenta completa também faz parte do ofício.
  • Em Salvador existem cerca de 3,5 mil baianas; no Brasil, aproximadamente 10 mil pessoas atuam na atividade, sendo 90% mulheres.
  • A atividade foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2005; o governo da Bahia oferece cursos para aperfeiçoar o ofício, combinando tradição e modernidade.
  • Em Salvador, no fim de 2025 foi inaugurada a primeira efígie de uma baiana de acarajé, em praça pública, e o uso do Microempreendedor Individual (MEI) facilita acesso a benefícios como aposentadoria e salário-maternidade.

A Baiana do Acarajé é símbolo da resistência afro-brasileira, unindo fé, ancestralidade e sustento. Os bolinhos de feijão com dendê financiaram terreiros e cartas de alforria, consolidando a profissão como centenária, feminina e sagrada.

A prática remonta ao século 18, quando escravas de ganho vendiam comidas nas ruas de Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Além de renda, muitas garantiram a própria liberdade, usando o tabuleiro como forma de resistência.

O acarajé nasceu da tradição iorubá, com o termo acará jé significando fogo e comer. Ao atravessar o Atlântico, manteve-se como alimento ritual e econômico, conectando sabor e espiritualidade.

Reconhecimento e legado

Em 2005, o ato ganhou status de patrimônio cultural imaterial pelo IPHAN. O Governo da Bahia oferece cursos que combinam técnicas culinárias, empreendedorismo e boas práticas, unindo tradição e modernidade.

Salvador teve uma homenagem recente: no fim de 2025 foi inaugurada a primeira efígie de uma baiana de acarajé, Cira do Acarajé, na praça Oxum Baeté, em Itapuã, onde fica uma barraca conhecida.

Dados e alcance

Segundo a ABAM, apenas em Salvador existem cerca de 3,5 mil baianas. Ao todo, no Brasil, cerca de 10 mil pessoas atuam na atividade, 90% delas mulheres. A profissão funciona como fonte de renda e patrimônio cultural.

Entre os elementos do ofício, o quinhão culinário envolve feijão-fradinho, cebola e sal, fritura em azeite de dendê e recheios como vatapá, caruru e camarões. A indumentária completa o conjunto: saia, pano da costa, turbante e contas.

Formalização e impactos sociais

Ao formalizarem o negócio como MEI, as baianas asseguram benefícios como aposentadoria e salário-maternidade. Dessa forma, o tabuleiro também se transforma em instrumento de cidadania e proteção social.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais