- Aldo Luiz Ferreira está preso no Centro de Detenção de Guarulhos desde dezembro, um dos alvos da Operação Sem Desconto que investiga desvios de mais de 4 bilhões de reais nas aposentadorias.
- A Polícia Federal considera Ferreira um facilitador financeiro do esquema, associado ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
- A defesa afirma que o empresário é idoso, sofreu acidente na prisão, fraturou o braço e precisa de cirurgia para evitar perda de funções motoras.
- Vários recursos ao Supremo Tribunal Federal pedem a revogação da prisão preventiva por questões humanitárias; o relator, ministro André Mendonça, já negou.
- Documentos médicos mencionam tonturas, náuseas e instabilidade cognitiva, elevando a preocupação com danos caso o empresário precise subir três metros para dormir novamente.
O empresário Aldo Luiz Ferreira continua preso no Centro de Detenção de Guarulhos desde dezembro do ano passado. Ele é alvo da Operação Sem Desconto, que apura desvios de mais de 4 bilhões de reais relacionados a aposentadorias de idosos. A Polícia Federal cumpriu 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva na ação.
Ferreira é apontado pela PF como facilitador financeiro do esquema, ligado ao núcleo de movimentação liderado pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A investigação indica que o empresário administrava uma empresa que oferecia cartão consignado para benefícios, permitindo compras, saques e pagamento de contas com desconto na aposentadoria.
A defesa afirma que Ferreira é idoso, sofreu um acidente na prisão e precisa de cirurgia. Ressaltam risco de agravamento de condições motoras caso não haja tratamento adequado. Recursos ao STF solicitaram a revogação da prisão por questões humanitárias, mas o relator, ministro André Mendonça, já negou os pedidos.
Situação processual e desdobramentos
Os advogados Haroldo Nater, Augusto Rodrigues da Silva e Felipe Roxo da Motta sustentam que o empresário está há quase seis meses preso sem audiência com os investigadores. O relato médico do CDP de Guarulhos menciona tonturas, náuseas e instabilidades cognitivas associadas a impacto na cabeça. A defesa afirma que a continuidade da prisão pode colocar Ferreira em situação de risco.
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