- Morreu na madrugada de terça-feira, 16 de junho, no Recife, o escritor, jornalista e imortal Raimundo Carrero, aos 78 anos, que lutava contra um câncer.
- Carrero teve passagem marcante pelo jornalismo e pela literatura, incluindo mais de duas décadas como editor e crítico literário no Diario de Pernambuco.
- Foi integrante do Movimento Armorial de Ariano Suassuna e presidiu a Fundarpe; também era membro da Academia Pernambucana de Letras.
- Entre os prêmios recebidos estão o Jabuti, o Prêmio São Paulo de Literatura, o APCA e o Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras.
- Autores e obras importantes: Sombra Severa, Somos Pedras que se Consomem, As Sóbrias Ruínas da Alma e O Delicado Abismo da Loucura; criou a lenda da Perna Cabeluda, símbolo da cultura popular de Recife.
Raimundo Carrero, escritor, jornalista e imortal da Academia Pernambucana de Letras, morreu na madrugada desta terça-feira, 16 de junho, aos 78 anos, no Recife. A família confirmou que ele enfrentava um câncer.
Nascido em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, em dezembro de 1947, Carrero construiu uma carreira marcada pelo jornalismo, pela produção literária e pela valorização da cultura nordestina.
Ao longo de mais de duas décadas, atuou como editor e crítico literário do Diario de Pernambuco. Teve passagem pelo rádio, pela televisão e pela gestão cultural do estado.
Carreira e reconhecimento
Carrero integrou o Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna, e chegou a presidir a Fundarpe, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco. Também foi membro da Academia Pernambucana de Letras.
Foi premiado com importantes reconhecimentos nacionais, entre eles o Jabuti, o Prêmio São Paulo de Literatura, o APCA e o Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras.
Entre seus livros mais conhecidos estão Sombra Severa, Somos Pedras que se Consomem, As Sóbrias Ruínas da Alma e O Delicado Abismo da Loucura. Obras dele foram traduzidas para vários idiomas.
Legado e contribuição cultural
Carrero deixou marca na cultura popular de Pernambuco ao criar na década de 1970 a lenda da Perna Cabeluda, símbolo do imaginário recifense. A figura ganhou destaque novamente no filme O Agente Secreto.
Com a partida, Pernambuco perde uma das vozes mais importantes da literatura contemporânea e um dos grandes nomes da cultura brasileira. Detalhes sobre as cerimônias de despedida ainda serão divulgados pela família.
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