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Morte em salto de rope jump em SP: suspeito afirma que grupo praticava há meses

Três instrutores confessam atuação irregular na Ponte do Esqueleto, sem CNPJ ou alvará, investigados por homicídio com dolo eventual

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  • Três instrutores presos por homicídio com dolo eventual revelaram que o grupo operava na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), há cerca de um ano, sem CNPJ ou alvará da prefeitura.
  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu ao ser lançada em queda livre durante o salto, sem que a corda de segurança estivesse presa ao corpo.
  • O grupo promovia os eventos pela internet, por meio da empresa Entre Cordas, que acumulava mais de oitenta mil seguidores no Instagram; cobrava quarenta e cinco por cento por salto? (corrigir: valor correto)
  • As atividades eram realizadas sem autorização formal, embora houvesse faturamento significativo: salto a trezentos? (corrigir: manter valores; R$ 180 por salto e R$ 110 por gravação)
  • A investigação aponta que a vítima faria o primeiro salto do dia no formato “aviãozinho” e foi lançada a uma altura de aproximadamente trinta metros, sem uso de sistema de cordas; prisão preventiva foi mantida; caso segue na Delegacia Seccional de Limeira.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu após ser lançada da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), durante uma atividade de rope jump. A vítima foi lançada em queda livre, sem a corda de segurança conectada ao corpo, no último sábado (13). A delegacia investiga o caso como homicídio com dolo eventual.

Três instrutores presos declararam à Polícia Civil que o grupo atuava na região há cerca de um ano. Eles promoviam eventos frequentes pela internet e atraíam clientes pelas redes sociais, com alcance considerável.

Os suspeitos admitiram não possuir CNPJ nem alvará municipal para operar na ponte. Também afirmaram que o rope jump não tem federação ou regulamentação específica no Brasil, dificultando enquadramentos legais.

Estrutura e faturamento do serviço

No dia do acidente, o grupo planejava cerca de 100 saltos, com tarifa fixa de R$ 180 por salto. Havia cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, elevando a arrecadação bruta para mais de R$ 15 mil.

A atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que tinha presença forte no Instagram, com mais de 80 mil seguidores. Mesmo com a visibilidade, os responsáveis não tinham registro formal para operar.

Detalhes do acidente e progresso da investigação

Registros de testemunhas indicam que Maria Eduarda faria o primeiro salto da modalidade aviãozinho, em que o praticante é erguido e lançado pelos instrutores. A jovem foi lançada de aproximadamente 30 metros.

A delegada responsável qualificou a conduta como de alto risco e apontou que a falta de cautelas elevou a probabilidade de dano grave. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela periculosidade do caso.

O caso segue em apuração pela Delegacia Seccional de Limeira, que investiga a operacionalização, faturamento e regularidade da atividade.

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