- O promotor Lincoln Gakiya, referência no combate ao crime organizado, afirmou que o PCC está presente em 28 países e se tornou uma multinacional do crime.
- Segundo ele, a facção deixou de atuar apenas no tráfico e já se infiltrou em setores da economia formal, como bancos, empresas de transporte e hospitais.
- Gakiya disse que o PCC utiliza tecnologias avançadas para comunicação, incluindo aplicativos de mensagens criptografadas, drones e satélites.
- Alega que o PCC está presente em todos os estados brasileiros e tem atuação cada vez mais forte, com estrutura bem organizada e grande capacidade de infiltração.
- Em palestra na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o promotor ressaltou a necessidade de atuação integrada entre forças de segurança, Ministério Público e Poder Judiciário para desarticular a organização.
O promotor Lincoln Gakiya, referência no combate ao crime organizado, afirmou nesta quarta-feira (16) que o PCC já atua em 28 países e se transformou em uma multinacional do crime. Durante palestra na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ele disse que a facção deixou de atuar apenas no tráfico de drogas e passou a ingressar em setores da economia formal, como bancos, transportes e hospitais.
Segundo Gakiya, o PCC mantém uma estrutura hierárquizada bem definida e utiliza tecnologias para se comunicar e evitar a prisão de lideranças. Entre os recursos citados estão aplicativos de mensagens criptografadas, uso de drones e até satélites para articular operações à distância.
Ele ressaltou ainda o crescimento da presença do PCC no Brasil, com atuação em todos os estados e uma capacidade de infiltração cada vez maior. O promotor enfatizou que o combate ao crime organizado exige atuação integrada entre forças de segurança, Ministério Público e Poder Judiciário para desarticular não apenas indivíduos, mas toda a estrutura criminosa.
Detalhes sobre infiltração e atuação
O promotor destacou que o PCC está presente em diversas frentes da economia formal, o que amplia desafios para a fiscalização e o controle institucional. A explicação é de que a facção busca fontes de financiamento, contratos públicos e operações logísticas que dificultem o rastreamento.
O evento contou com a participação de autoridades e representantes da sociedade civil, que acompanharam as informações sobre o crescimento e a atuação do PCC no Brasil e no exterior. O objetivo foi ampliar o entendimento sobre os impactos da organização e as estratégias de resposta do sistema de segurança.
Desdobramentos e próximos passos
Gakiya reforçou a necessidade de cooperação entre órgãos para identificar redes de apoio e desarticular a estrutura criminosa. A expectativa é de ações conjuntas que possam prever infiltrações, interromper fluxos financeiros e desmantelar pontos de apoio logístico.
Autoridades presentes destacaram a importância de manter o tema em âmbito público para orientar políticas de combate ao crime organizado. O debate ocorreu no âmbito de uma programação voltada à Segurança Pública e Direitos da Cidadania.
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