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Qobuz, streamer de música, surge como alternativa ao Spotify

Qobuz amplia presença nos EUA, com 1,2 milhão de usuários ativos e maior remuneração por stream, além de política rígida contra IA generativa

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  • A Qobuz é um serviço de streaming hi-fi que não tem camada gratuita e cresceu desde o lançamento nos EUA em 2019.
  • Subscrições passaram de cerca de 500 mil para 1,2 milhão de usuários ativos mensais; a receita de streaming cresceu 45,7% em 2025, com US respondendo por aproximadamente um terço do faturamento.
  • A meta é alcançar 1% do mercado de streaming pago, com lucratividade esperada até março de 2027.
  • A média de pagamento por transmissão é de US$ 0,01873, sendo maior que a de plataformas como Spotify.
  • Em fevereiro de 2026, a Qobuz publicou a AI Charter para proibir conteúdo 100% gerado por IA, além de planejar etiquetagem de IA e outras medidas de segurança; a equipe possui 100 funcionários em tempo integral.

Qobuz, serviço de streaming de música hi‑fi, segue ampliando sua base de assinantes e revisando sua estratégia diante da competição com Spotify e Apple Music. O lançamento nos EUA ocorreu em 2019, com foco em áudio de alta qualidade, catálogo de mais de 100 milhões de faixas e remunerações previstas para artistas melhores do que as praticadas por grandes plataformas.

Segundo a empresa, o crescimento acelerado em 2025 elevou o número de usuários ativos mensais para 1,2 milhão. A receita de streaming da plataforma subiu 45,7% em 2025, em comparação com 8,8% do mercado. Cerca de um terço da receita já vem dos Estados Unidos, seu principal mercado.

Acessórios e políticas ajudam a diferenciar a plataforma. Em fevereiro, a Qobuz publicou uma Carta AI que restringe conteúdos gerados por inteligência artificial 100% e detalha usos permitidos de IA para tarefas administrativas. A empresa também desenvolve ferramentas para detectar faixas com IA 100% geradas.

Mudanças estratégicas e investimento

Mackta, executivo-chefe da empresa, afirma que o foco permanece em entregar música de qualidade e em manter remunerações mais altas aos criadores. A empresa utiliza dados de avaliações independentes para sustentar que paga mais por transmissão do que rivais como Spotify e, em alguns casos, até cinco a seis vezes mais por stream.

Para ampliar a base de usuários, Qobuz investe em parcerias e em melhorias de software. O ecossistema inclui a parceria com fabricantes de áudio, como Cambridge Audio, e planos de disponibilizar um aplicativo nativo para carros conectados. Também há atualizações no player, com a promessa de traçar letras sincronizadas e créditos de álbuns, além de sugestões baseadas no que o usuário ouve.

A empresa mantém uma linha de produtos voltada a entusiastas de áudio de alta fidelidade, sem tier gratuito e sem conteúdos como podcasts. O modelo combina streaming pago, downloads de músicas e curadoria editorial. O objetivo de longo prazo é atingir 1% do mercado de streaming pago, com expectativa de lucratividade até março de 2027.

O crescimento da base de assinantes coincidiu com debates sobre remuneração de artistas na indústria, impulsionados por críticas públicas a modelos de negócios de plataformas maioritárias. Nesse contexto, Qobuz tem sido citada como exemplo de pagamento por faixa entre os mais altos do setor.

A empresa soma hoje cerca de 100 funcionários em tempo integral, todos acionistas, além de 30 contratados. A estratégia de conteúdo inclui projetos de parcerias e lançamentos exclusivos, com foco em gêneros como hip-hop, rock, blues e folk, além de iniciativas de divulgação musical com rádios locais.

A operação da Qobuz enfatiza uma curadoria humana para recomendações, com ações de alcance a comunidades específicas de fãs, como clubes de música e redes sociais de nichos. O CEO Denis Thébaud supervisiona os passos para ampliar a presença global sem perder o foco na qualidade sonora.

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