- O Real Hospital Português, fundado em 1855 durante uma epidemia de cólera, completa 170 anos e anuncia uma fase de expansão ambiciosa.
- O plano envolve investimentos de até R$ 1,5 bilhão até 2035, com construção de um novo hospital na Zona Sul do Recife e ampliação de ensino, pesquisa e inovação.
- A receita prevista para 2035 é de aproximadamente R$ 3 bilhões, com geração de EBITDA acumulado em torno de R$ 2 bilhões no período, parte reinvestida na expansão e modernização.
- O projeto inclui um novo hospital na Zona Sul com cerca de 200 leitos, fortalecendo a presença regional e a capacidade de atendimento.
- Em 2025, o RHP ultrapassou 1 milhão de atendimentos, mantendo a missão filantrópica com cerca de 20% dos atendimentos destinados ao SUS e ações sociais.
Aos 170 anos, o Real Hospital Português revela planos ambiciosos para ampliar sua atuação. Fundado em 1855, durante a epidemia de cólera que atingiu Recife, o hospital nasceu da iniciativa da comunidade portuguesa para atender a população local. Hoje, o RHP figura como o maior complexo hospitalar do Norte e Nordeste.
Com mais de 140 mil m² de área construída, o grupo conta com cinco torres, mais de 800 leitos e quase 4 mil médicos. Ao longo do ano, supera a marca de um milhão de atendimentos. Mantém ainda uma missão filantrópica, destinando cerca de 20% dos atendimentos ao SUS e a ações sociais.
Após anos de profissionalização da gestão, o hospital apresentou um plano estratégico que prevê investimentos de até R$ 1,5 bilhão até 2035. A meta envolve a construção de um novo hospital na Zona Sul do Recife e a expansão de ensino, pesquisa e inovação.
A iniciativa de expansão inclui a construção de um hospital com aproximadamente 200 leitos na região sul, ampliando a presença geográfica e a capacidade de atendimento. O projeto é visto como pilar para sustentar o crescimento institucional nas próximas décadas.
O CEO Vaninho Antonio ressalta a relevância regional da instituição e a necessidade de transformar sua história em uma plataforma para os próximos 170 anos. O planejamento também projeta receita de cerca de R$ 3 bilhões em 2035 e EBITDA acumulado de aproximadamente R$ 2 bilhões ao longo do período.
Parte desse recurso será reinvestido em modernização tecnológica, infraestrutura e novos projetos, incluindo a área de ensino e pesquisa. A direção pretende ampliar programas de residência médica, iniciativas acadêmicas e a criação de cursos na área da saúde.
Matheus Oliveira, diretor de mercado, marketing e CX, afirma que a inovação em saúde envolve processos, dados, inteligência artificial e novas formas de cuidado. O objetivo é tornar a jornada do paciente mais integrada e eficiente, sem deixar de manter o acolhimento humano.
Em 2025, o hospital atingiu mais de 1 milhão de atendimentos, desempenho que se manteve entre 980 mil em 2024. O total inclui 38 mil internações, 29 mil cirurgias, 360 mil exames de imagem e mais de mil cirurgias cardíacas, segundo a gestão.
A transformação digital figura entre as prioridades, com foco na Jornada Unique para reduzir burocracias e ampliar a hotelaria hospitalar. O pacote de melhorias busca oferecer mais conforto, privacidade e eficiência sem comprometer a qualidade assistencial.
Apesar do ritmo de expansão, a direção reforça que a essência da instituição permanece. O Real Hospital Português não distribui dividendos: todo resultado é reinvestido na ampliação da capacidade, na modernização e no impacto social.
A instituição destaca ainda reconhecimentos como certificações JCI, PADI e ISRS, além de premiações na área de segurança e qualidade. A meta é manter padrões elevados enquanto cresce de modo sustentável e inclusivo.
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