- A Coordenação de Repressão às Drogas da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa da influenciadora Naíla Milainy, 38 anos, no Lago Sul, na segunda-feira, 15 de junho, resultando em sua prisão.
- Naíla divulgava a venda ilegal de canetas emagrecedoras pelo Instagram, onde tem mais de 200 mil seguidores.
- Na residência foram apreendidos sete ampolas de vidro e três de plástico da substância Tizerpatida, além de seringas, agulhas, agenda e documentos; a Vigilância Sanitária interditou partes do espaço.
- O fármaco paraguayo de 15 mg, sem autorização para venda no Brasil, era vendido por cerca de R$ 780.
- Naíla participou de audiência de custódia na terça-feira, 16 de junho, e foi solta com medidas; ficou proibida de mudar de endereço ou ausentar-se do DF sem comunicar à Justiça e teve suspensão de atividades estéticas que envolvam substâncias injetáveis.
Naíla Milainy, 38 anos, proprietária da Mansão Spa Pink, no Lago Sul, foi presa pela Polícia Civil do DF por vender canetas emagrecedoras de forma ilegal. A operação ocorreu na segunda-feira, 15 de junho, após mandado de busca expedido pela Justiça.
A casa onde fica o spa, na QI 29, foi alvo da ação. Os agentes apreenderam sete ampolas de vidro e três de plástico da substância Tizerpatida, além de seringas, agulhas, uma agenda e documentos. A Vigilância Sanitária interditou parte do espaço.
Naíla mantinha divulgação de supostos efeitos milagrosos dos fármacos no Instagram, com publicações e stories convidando clientes a comprarem pelo direct. O medicamento paraguayo de 15 mg não tinha autorização para venda no Brasil, com preço de referência de R$ 780.
Custódia e decisão judicial
Naíla passou por audiência de custódia na terça-feira, 16 de junho, e foi solta sob condições. Não pode mudar de endereço nem deixar o DF sem comunicar a Justiça, e não pode anunciar nem comercializar produtos terapêuticos ou medicinais.
A Justiça também suspendeu temporariamente atividades estéticas que envolvam substâncias injetáveis. A defesa ressaltou a ausência de risco à ordem pública e destacou vínculos da influenciadora com familiares, incluindo o filho.
A investigação segue para apurar a extensão da venda irregular e possíveis desdobramentos legais. As autoridades não informaram sobre novos mandados ou prisões relacionadas ao caso.
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